PT anuncia apoio à recondução de Hugo Motta e Davi Alcolumbre na Câmara e Senado

O PT decidiu apoiar a reeleição dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), marcada para 1º de fevereiro de 2027. Essa posição foi comunicada por Lula, um dia após sua reeleição para o quarto mandato, durante encontro com os dois no Palácio da Alvorada, na segunda-feira, 26.
O presidente ressaltou a importância dessa aliança para garantir a governabilidade no Congresso, que emergiu das eleições com uma maioria ainda mais conservadora, especialmente com o crescimento do PL do senador Flávio Bolsonaro, adversário derrotado na disputa presidencial.
A estratégia de Lula busca reconquistar o apoio dos líderes do Centrão, incluindo aqueles que apoiaram Flávio no segundo turno, além de uma parte do MDB.
Em seu pronunciamento logo após a vitória, Lula destacou o papel do Congresso: “Já tem gente falando ‘O Lula vai ter muita dificuldade para governar porque o Congresso está mais conservador’. Eu não escolhi o Congresso. Foi o povo que escolheu. E é com ele que eu vou votar, vou trabalhar e vou aprovar as coisas”.
O PL, após a derrota, promete atuar na oposição ao quarto mandato de Lula. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, declarou intenção de concorrer à presidência da Câmara, desafiando Alcolumbre. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) também está interessada no cargo.
Com 121 deputados, maior bancada da Câmara, o PL ainda debate qual candidato apoiar para a presidência. Uma ala sugere o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), enquanto outra prefere manter apoio a Motta. Existe ainda resistência à candidatura de Motta por sua aliança com Lula, há possibilidade de apoio a outro parlamentar do Republicanos.
No encontro, Lula solicitou a Alcolumbre empenho para aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança, que amplia as atribuições da União no combate ao crime organizado. A votação foi adiada antes do segundo turno devido a divergências sobre a redução da maioridade penal.
Lula mudou de posição e agora apoia diminuir a maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos, mas quer que a PEC seja votada inicialmente sem alterações para evitar que volte à Câmara. Ele ainda prometeu criar o Ministério da Segurança assim que o Senado aprovar a PEC.
Alcolumbre afirmou, em nota, que visitou Lula no Palácio da Alvorada na segunda-feira, acompanhado de Hugo Motta, para parabenizá-lo pela vitória nas urnas. O presidente do Senado ressaltou seu compromisso com o diálogo institucional e a busca por acordos, destacando a necessidade de trabalho pelos brasileiros.
Créditos: Tribuna do Norte