Suspeito é preso pelo assassinato do ativista conservador Charlie Kirk em Utah
Autoridades dos Estados Unidos prenderam na sexta-feira (12/09) Tyler Robinson, estudante de elétrica de 22 anos, suspeito de assassinar o ativista conservador Charlie Kirk.
Kirk foi morto a tiros na quarta-feira (10/09) durante um evento em uma universidade em Utah. O governador do estado, Spencer Cox, relatou que o pai de Robinson procurou um pastor, que contatou um xerife após o jovem confessar o crime.
Fontes da CBS News indicaram que o pai de Robinson reconheceu o filho nas imagens divulgadas pelo FBI e, ao interrogá-lo, Robinson admitiu o assassinato. A família buscou a ajuda do pastor após Robinson expressar preferir morrer a se entregar.
Mensagens no Discord de um colega de quarto revelaram que Robinson monitorava a área onde um rifle, usado no crime e escondido em um arbusto, foi deixado. A polícia apreendeu essa arma em uma região de mata.
Investigadores identificaram Robinson em vídeos no campus da Utah Valley University no dia do atentado, usando roupas descritas como uma camiseta vinho, shorts claros, boné preto com símbolo branco e tênis claros. Ele foi abordado pessoalmente pelos investigadores no condado de Washington.
O presidente Donald Trump afirmou esperar que Robinson receba a pena de morte e definiu Kirk como uma pessoa excelente que não merecia o que aconteceu.
Robinson deve enfrentar acusações formais na terça-feira (16/09): homicídio qualificado, obstrução da Justiça e disparo de arma de fogo causando lesão grave.
O suspeito estudava o terceiro ano de um curso técnico no Dixie Technical College, onde residia, conforme divulgado por um porta-voz da Utah Valley University.
Autoridades informaram que as balas encontradas na arma continham inscrições associadas ao movimento antifascista, incluindo a frase “Hey fascist, catch!” junto a símbolos que podem remeter ao jogo Helldivers 2. O movimento é uma rede difusa de ativistas de esquerda radical, não uma organização formal.
Um familiar relatou que Robinson se tornou mais político e rejeitava as opiniões de Kirk, a quem considerava uma pessoa que espalhava ódio. Registros indicam que ele se registrou para votar em 2021 como “não filiado” a partidos políticos.
Charlie Kirk, de 31 anos, participava de um debate na Utah Valley University, quando foi baleado no pescoço. O tiroteio foi registrado por câmeras do local. O suspeito não estudava nessa universidade.
Kirk era conhecido por seu conservadorismo provocador, apoio às armas e defesa de Donald Trump. Sua organização, Turning Point US, teve papel importante na campanha de mobilização eleitoral que levou Trump à presidência em 2025.
No evento, uma tenda trazia a inscrição “prove que estou errado”. Kirk era visto como um herói para jovens conservadores, sempre disposto a debater em campi universitários, mesmo enfrentando oposição.
Este assassinato se soma a uma série crescente de violência política nos EUA, incluindo ataques a autoridades e tentativas contra Donald Trump nos últimos anos.
A escalada da violência reflete uma crescente retórica divisiva, amplificada por redes sociais e o acesso facilitado a armas de fogo, o que aumenta a tensão política e o risco de novos episódios violentos.
Créditos: BBC