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Suspeito de matar Charlie Kirk é preso e não colabora com autoridades

O FBI prendeu Tyler Robinson 33 horas após o assassinato de Charlie Kirk. Uma acusação formal contra ele deve ser apresentada na terça-feira, 16 de setembro.

Spencer Cox, governador de Utah pelo Partido Republicano, afirmou à emissora norte-americana ABC News no domingo, 14 de setembro de 2025, que o suspeito não está cooperando com as investigações. Robinson, 22 anos, entregou-se às autoridades na quinta-feira, 11 de setembro, com a intermediação de familiares e amigos.

Charlie Kirk, de 31 anos, foi morto na quarta-feira, 10 de setembro, após ser atingido por um tiro no pescoço durante um evento ao ar livre na Universidade Utah Valley, nos Estados Unidos.

Segundo Cox, “Ele não confessou às autoridades. Ele não está cooperando, mas todas as pessoas ao seu redor estão cooperando. Eu acho que isso é muito importante”.

Tyler Robinson não estudava na Utah Valley e teria ido ao local no dia da apresentação de Kirk. O governador anunciou que a acusação formal contra ele deverá ocorrer em 16 de setembro.

Cox respondeu a uma reportagem do jornal The New York Times, a qual afirma que Robinson se comunicou com outras pessoas via plataforma Discord após a morte de Kirk, afirmando que um sósia seu seria o culpado pelo crime. O governador confirmou que essas conversas são reais, observando que as pessoas não acreditaram que fosse o próprio Robinson.

Desde o dia do assassinato, milhares de pessoas realizaram protestos em memória de Kirk em vários países, incluindo Estados Unidos, Austrália e Reino Unido.

Um representante da universidade informou à BBC que o acusado estuda um curso técnico em elétrica no Dixie Technical College, localizado na cidade onde reside.

Foi encontrada uma munição junto à arma supostamente usada no crime com a frase “Ei, fascista! Toma essa!” escrita nela. O governador também mencionou outras inscrições em munições, incluindo “Bella Ciao”, título de uma canção antifascista italiana. Em conversas com o pai, um policial veterano do condado de Washington, Robinson teria admitido o crime.

Amigos informaram à polícia que, poucos dias antes do ataque, Robinson fez comentários referente à presença de Kirk na universidade e demonstrou rejeição ao ativista de direita. Familiares relataram que ele se mostrou “mais político” recentemente.

Tentativas da CNN para localizar filiação partidária do suspeito em registros eleitorais foram infrutíferas, pois ele não aparece vinculado a nenhum partido e não votou nas últimas duas eleições.

As autoridades encontraram mensagens nas redes sociais de Robinson relacionadas ao uso de fuzis e munições. Até o momento, evidências indicam que ele planejou e executou o crime sozinho, conforme informou o governador.

Agentes do FBI possuem provas materiais ligando Robinson ao assassinato. O pai do suspeito também reconheceu o filho nas imagens divulgadas próximas ao local do crime.

O ataque ocorreu por volta das 12h10 no horário local, quando um disparo foi efetuado de aproximadamente 200 metros de distância, partindo de um telhado próximo ao local onde Kirk falava.

Na ocasião, Kirk respondia a uma pergunta durante o debate “Prove Me Wrong”, tema que abordava violência armada e pessoas transgênero nos EUA.

O ataque ocorreu durante a “The American Comeback Tour”, série de palestras promovida pela organização Turning Point USA que levava Kirk a diversos campi universitários pelo país.

Créditos: Poder360

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