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Ouvidoria da Polícia de SP pede rapidez na investigação da morte de ex-delegado

A Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo solicitou uma investigação rápida sobre o assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz, com o objetivo de punir imediatamente os responsáveis e evitar novas mortes.

O órgão classificou a morte como um “ato brutal e covarde”, expressando solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho de Ferraz, que teve destaque no combate ao crime organizado em suas diversas formas.

Em comunicado, a Ouvidoria pede que a resposta policial seja firme, mas sem excessos, ressaltando que a Polícia Civil possui inteligência e capacidade para atuar de maneira eficiente sem infringir direitos ou causar vítimas inocentes, ao contrário do que ocorreu em operações anteriores na região.

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública também condenou o crime, chamando-o de “atentado brutal e premeditado”, e afirmou que a morte foi praticada por “pessoas com treinamento e expertise neste tipo de ação” com a intenção de retaliar, intimidar e subjugar as forças de segurança responsáveis por investigações importantes no combate à criminalidade.

Ruy Ferraz foi assassinado a tiros de fuzil na noite anterior em Praia Grande, na Baixada Santista, na avenida Doutor de Roberto de Almeida Vinhas, próximo à prefeitura da cidade onde ele trabalhava.

Criminosos perseguiram Ferraz de carro até que ele colidiu com um ônibus. Após o acidente, os agressores saíram do veículo e efetuaram tiros contra ele. Câmeras obtidas pelo UOL registraram o momento em que o delegado tentava escapar em uma Hilux SW4 preta, perdeu o controle do veículo e foi morto.

Foram disparados mais de 20 tiros contra o ex-delegado, que foi ferido nos braços, pernas e abdômen, conforme informou o atual delegado-geral de polícia de São Paulo, Artur Dian.

Embora a autoria do crime ainda não tenha sido esclarecida, há registro de que a facção PCC havia determinado a morte de Ruy Ferraz em 2019, segundo denúncia do Ministério Público de São Paulo. O ex-delegado era um dos três alvos da facção, que em retaliação às transferências de líderes de presídios estaduais para o sistema federal em Presidente Venceslau, onde cumpriam pena, teria emitido a ordem de execução.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo lamentou o ocorrido, informando em nota seu pesar pela morte do delegado na Vila Mirim, bairro de Praia Grande.

O veículo utilizado pelos criminosos já foi localizado pela polícia, mas até o momento nenhum suspeito foi preso.

Créditos: UOL

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