Secretário de Segurança de SP recusa ajuda da PF na investigação de assassinato de ex-delegado
O Secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, rejeitou a colaboração da Polícia Federal (PF) para investigar o assassinato do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Fontes. Fontes, especialista no Primeiro Comando da Capital (PCC), foi assassinado na Baixada Santista.
A recusa acontece durante uma disputa entre os governos federal e de São Paulo, sob comando de Tarcísio de Freitas (Republicanos), pelo protagonismo na operação contra o crime organizado realizada no fim de agosto.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, entrou em contato com Derrite oferecendo apoio nas investigações. Porém, em coletiva na terça-feira (16), Derrite descartou uma investigação conjunta.
“Somos gratos pelo apoio da Polícia Federal, mas neste momento todo o aparato do Estado está 100% apto para dar a resposta necessária. Em poucas horas, o primeiro suspeito do crime já foi identificado e qualificado. Seguiremos com o trabalho”, declarou o secretário na saída do velório do ex-delegado-geral.
Embora tenha recusado a investigação conjunta, Derrite afirmou que a Polícia Civil, responsável pela apuração, aceitará informações da PF que possam auxiliar na captura dos responsáveis.
“Se a PF tiver informações e quiser colaborar, isso será bem recebido. Nosso objetivo é prender os criminosos. Não há espaço para vaidades; somos policiais, e a polícia é um órgão de estado, não de governo. Confio plenamente no trabalho da Polícia Civil de São Paulo”, finalizou.
Créditos: Valor