Política
21:12

Acordo UE-Mercosul impulsiona projetos em terras raras no Brasil, diz Von der Leyen

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou nesta sexta-feira 15, em coletiva de imprensa realizada no Rio de Janeiro ao lado do presidente Lula (PT), que o acordo entre a União Europeia e o Mercosul viabiliza projetos conjuntos relacionados a terras raras. Esses elementos são essenciais para a transição energética e o desenvolvimento de tecnologias inovadoras.

Von der Leyen destacou que a cooperação envolverá investimentos em lítio, níquel e terras raras, elementos cruciais para a transição digital e ambiental, além de fundamentais para a independência estratégica diante de um cenário global onde minerais podem ser utilizados como instrumentos de coerção.

A comissária europeia chegou ao Brasil na véspera da cerimônia de assinatura do acordo, prevista para sábado em Assunção, no Paraguai. Inicialmente, a assinatura ocorreria em 2025, durante a presidência brasileira do Mercosul, mas atrasos na aprovação do tratado anteciparam o evento para este ano.

Segundo ela, o acordo abrirá oportunidades inéditas, com o acesso mútuo a mercados estratégicos, definição de regras claras, padrões comuns e cadeias de suprimento que facilitarão os investimentos. Von der Leyen ressaltou ainda que a parceria recebe “o maior mercado e a maior zona de livre comércio do planeta”, reforçando a força desta aliança, e sublinhou que o comércio internacional deve gerar benefícios para ambos os lados, não sendo um jogo de soma zero.

O interesse europeu em terras raras ocorre paralelamente à crescente atenção dos Estados Unidos, especialmente durante a administração de Donald Trump, sobre os minerais estratégicos do Brasil. O país possui a segunda maior reserva mundial de terras raras, ficando atrás apenas da China, mas exporta grande parte desses recursos sem processamento.

As terras raras, um conjunto de 17 elementos químicos fundamentais para a fabricação de turbinas eólicas, carros elétricos, chips, equipamentos médicos e tecnologia militar, estão no centro de uma corrida geopolítica entre China, Estados Unidos e Europa. A Europa e os EUA buscam diversificar os fornecedores para reduzir a dependência estratégica frente ao domínio chinês no refino e processamento desses minerais.

Créditos: CartaCapital

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