Política
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ALMG valida voto de Engler e aprova PEC do referendo sobre privatização da Copasa

Após uma pausa de cerca de meia hora na votação da PEC do Referendo na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a Mesa Diretora decidiu validar o voto do deputado estadual Bruno Engler (PL). Este voto garantiu os 48 votos necessários para a aprovação da PEC 24/2025, que elimina a obrigatoriedade de referendo popular para a privatização da Copasa.

Inicialmente, a votação havia registrado 47 votos favoráveis, número insuficiente para aprovar a proposta. A sessão foi suspensa para que a Mesa pudesse rever as imagens das câmeras de segurança e confirmar se Engler estava presente no plenário no momento do encerramento da votação, conforme determina o regimento da Casa.

Com a checagem confirmando a presença do deputado Engler, seu voto foi computado. Outro deputado, Dr. Maurício (Novo), também tentou votar posteriormente, mas seu voto não foi considerado pelas regras regimentais.

A oposição, contrária à aprovação da PEC, acatou a verificação realizada pela Mesa e anunciou que não irá judicializar o resultado. O presidente da Assembleia, Tadeu Martins Leite (MDB), declarou à imprensa que a suspensão da sessão e a conferência das imagens foram medidas tomadas para garantir maior transparência ao processo.

Segundo Tadeu, é comum que parlamentares solicitem o registro de voto após o encerramento da votação por dificuldades técnicas e que essa prática ocorre durante todas as sessões há muitos anos. Ele afirmou que não há motivo para questionamento jurídico, mesmo reconhecendo que qualquer cidadão pode recorrer à Justiça, pois o procedimento seguiu estritamente as normas da Assembleia.

O deputado Bruno Engler não retornou o contato da reportagem para explicar por que entrou no plenário apenas nos instantes finais da votação. Para a deputada Bella Gonçalves (PSOL), a atitude do parlamentar caracteriza uma tentativa de evitar o desgaste de votar favoravelmente à retirada da consulta popular. Ela definiu como “covardia” o fato de alguns deputados aguardarem até o último momento para registrar seus votos.

Créditos: O Tempo

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