Álvaro Dias defende neutralidade no segundo turno no RN e rejeita apoio a Allyson e Cadu

Álvaro Dias, candidato a governador pelo Partido Liberal (PL) no primeiro turno das eleições no Rio Grande do Norte, ainda não definiu seu posicionamento para o segundo turno.
Ele defende uma postura de neutralidade e viajou na tarde de terça-feira (6) para Brasília, onde discutirá com a direção nacional do PL a avaliação do cenário eleitoral. Em Brasília, Álvaro se reunirá com o coordenador nacional da campanha do candidato à presidência Flávio Bolsonaro e presidente estadual do PL, senador Rogério Marinho, além do presidente estadual do Podemos, senador Styvenson Valentim, o coronel Hélio, que disputou o Senado, o prefeito de Natal Paulinho Freire (União Brasil) e vereadores da capital que participaram da campanha majoritária.
O encontro definirá os próximos passos políticos, um posicionamento conjunto para o segundo turno do governo e a organização da campanha de Flávio Bolsonaro no estado. Após essas conversas, o anúncio oficial será feito à imprensa e à população.
Até o momento, Álvaro defende que o PL mantenha neutralidade e não apoie o candidato Allyson Bezerra (União), justificando que Allyson “foi um péssimo gestor” em Mossoró, citando a destruição do estádio Nogueirão e o desalojamento de 300 famílias na comunidade Belo Monte.
Além disso, Álvaro descarta qualquer aliança com o candidato Cadu Xavier, apoiado pela governadora Fátima Bezerra (PT), alegando divergências ideológicas graves.
No primeiro turno, Álvaro Dias recebeu 530.580 votos, ficando atrás de Allyson Bezerra, que obteve 733.809 votos (36,94%), e de Cadu Xavier, que recebeu 718.300 votos.
O diretório estadual do PL divulgou nota agradecendo o apoio dos eleitores do Rio Grande do Norte e reafirmou confiança em Álvaro Dias para o governo e no coronel Hélio para o Senado. Destacou ainda que o PL conquistou a maior bancada do estado na Câmara dos Deputados, com três eleitos, e na Assembleia Legislativa do RN, com sete deputados estaduais.
O partido enfatiza que o resultado eleitoral indica um movimento de esperança e convoca os apoiadores para a missão de eleger Flávio Bolsonaro presidente no segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Créditos: Tribuna do Norte