Álvaro prevê polarização e 2º turno com candidato do PT
O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias (Republicanos), afirmou que a eleição estadual de 2026 deverá repetir o cenário de polarização entre direita e esquerda, com a disputa de um segundo turno concentrada entre sua candidatura e o nome apoiado pelo PT, da governadora Fátima Bezerra. Em entrevista à rádio Jovem Pan News Natal, 93.5 FM, nesta quinta-feira (22) o ex-prefeito da capital descartou a possibilidade de o atual líder das pesquisas, o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), chegar à fase final da eleição.
“Eu não tenho nenhuma dúvida de que vai se repetir nessa eleição o que aconteceu na eleição municipal de Natal. A eleição vai polarizar entre a esquerda e a direita, entre a nossa candidatura e o candidato do PT”, declarou. Segundo Álvaro, o desempenho de Allyson tende a cair ou estagnar quando o processo eleitoral entrar de fato na fase de debates e exposição das gestões.
Para o ex-prefeito, o crescimento de Allyson nas pesquisas está fortemente ancorado na imagem construída nas redes sociais, que, segundo ele, não corresponde à realidade administrativa de Mossoró. “A administração dele é muito diferente do que as redes sociais mostram. Quando isso vier à tona, com debate político, programas de televisão e visitas aos locais, ele não vai conseguir manter esse percentual”, avaliou.
Como exemplos, ele citou problemas em áreas essenciais da gestão mossoroense como fatores que devem pesar contra o adversário.
“Vamos mostrar a realidade das unidades de pronto atendimento, que funcionam em estado precário, e do sistema educacional, que deixa muito a desejar”, afirmou, acrescentando que, até o momento, Allyson não enfrenta um contraponto direto no debate público.
Álvaro avalia ainda que o cenário eleitoral no RN pode sofrer mudanças quando o presidente Lula anunciar oficialmente o candidato do PT ao governo estadual. “Vai haver alteração nesse quadro. Prejudicado eu não vou ser, porque todo mundo sabe que faço oposição ao governo da professora Fátima”, afirmou.
Tribuna do Norte