Ativistas brasileiros da flotilha Global Sumud são libertados por Israel e seguem para Jordânia
Os brasileiros que participaram da flotilha Global Sumud, detidos por Israel, foram libertados nesta terça-feira, 7, e deixaram o país rumo à Jordânia, conforme confirmado pelo Ministério das Relações Exteriores.
A libertação resultou de negociações conduzidas pelo governo brasileiro, através da Embaixada do Brasil em Tel Aviv. Diplomatas das representações em Tel Aviv e Amã receberam os ativistas, que foram transportados para a capital jordaniana em um veículo providenciado pela embaixada brasileira.
A flotilha Global Sumud, formada por mais de 40 barcos e 420 ativistas de diversas nacionalidades, tinha uma missão pacífica de levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza, mas foi interceptada em águas internacionais pela marinha israelense.
Na segunda-feira, 6, a ativista Greta Thunberg e outros 170 integrantes da flotilha foram deportados de Israel, segundo o Ministério das Relações Exteriores israelense. Eles foram enviados em voos para a Grécia e a Eslováquia.
A marinha israelense prendeu os ativistas após interceptar o comboio de barcos na semana anterior. O governo israelense informou que os deportados são cidadãos de países como Grécia, Itália, França, Irlanda, Suécia, Polônia, Alemanha, Bulgária, entre outros.
Após denúncias de maus-tratos durante a detenção feitas por alguns ativistas à Reuters, incluindo acusações envolvendo Greta Thunberg, o governo israelense negou as alegações e não houve apresentação de provas.
O governo de Netanyahu, que mantém um bloqueio aéreo, marítimo e terrestre à Faixa de Gaza, intercepta todos os barcos com destino ao território palestino e está realizando os procedimentos para deportar todos os ativistas detidos, que são classificados como “provocadores”. Entre eles está a deputada federal brasileira Luizianne Lins (PT-CE).
Israel sofreu condenações internacionais pela ação contra a flotilha. No dia 3 de março, o governo brasileiro denunciou formalmente Israel ao Conselho de Direitos Humanos da ONU.
Créditos: Terra