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Bambu agrava incêndio catastrófico em Hong Kong por sua alta inflamabilidade

Na construção civil, materiais tradicionais como o bambu continuam sendo amplamente usados, mesmo com avanços em tecnologia e segurança.

O bambu é conhecido por sua resistência e flexibilidade e tem sido utilizado em andaimes em Hong Kong por séculos. No entanto, incidentes recentes chamaram atenção para os riscos associados a essa prática, especialmente em emergências como incêndios em prédios residenciais.

Em 26 de novembro, um incêndio atingiu um conjunto de oito edifícios com cerca de 2 mil apartamentos em Hong Kong, evidenciando fragilidades no uso dos andaimes de bambu. Apesar de serem tradicionais, eles podem apresentar complicações severas durante sinistros, colocando em risco moradores e trabalhadores.

Sua utilização se justifica por baixo custo, ampla disponibilidade e facilidade de montagem. No entanto, essas características também se tornam perigosas, pois o bambu é altamente inflamável a altas temperaturas, acelerando a propagação do fogo nas construções em reforma ou manutenção.

Além disso, o bambu não possui tratamento eficaz contra incêndios, ao contrário de materiais metálicos que podem retardar o avanço das chamas.

As equipes de emergência enfrentam dificuldades em edifícios cercados por andaimes de bambu, pois a presença dessas estruturas dificulta o acesso às fachadas e limita o alcance de escadas e mangueiras.

Outro problema é o risco de queda desses andaimes, que perdem estabilidade rapidamente diante do fogo e do calor, representando perigo para os ocupantes, trabalhadores e socorristas.

Esses desafios agravam as consequências dos incêndios em áreas urbanas densamente povoadas onde o bambu é usado como suporte para obras.

Com o avanço das tecnologias na construção, alternativas como estruturas metálicas feitas de aço galvanizado e alumínio têm sido adotadas. Essas opções oferecem robustez, resistência à corrosão e menor suscetibilidade à propagação do fogo.

Essas alternativas aumentam a proteção de trabalhadores e moradores e facilitam a intervenção dos bombeiros durante incêndios em edifícios urbanos.

A preferência pelo bambu em Hong Kong está vinculada à tradição cultural, onde técnicas ancestrais de amarração e montagem são transmitidas entre gerações, tornando-se patrimônio local.

Além disso, o bambu é acessível e permite a montagem rápida de estruturas complexas, o que é valorizado em áreas urbanas com construções aceleradas e espaço limitado.

Após o incêndio de novembro de 2024, debates sobre modernização e atualização das normas de segurança ganharam destaque. A adoção de estruturas metálicas cresceu em grandes projetos, mas o uso do bambu ainda persiste em obras menores.

O caso de Hong Kong evidencia o dilema entre tradição e inovação, destacando a importância da atualização tecnológica e do investimento em segurança no setor da construção civil, especialmente em regiões densamente povoadas onde proteger vidas é essencial.

Créditos: Terra

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