Política
18:05

Bolsonaristas criticam prisão de Filipe Martins por descumprimento de medidas cautelares

Parlamentares bolsonaristas manifestaram críticas contra a prisão preventiva de Filipe Martins, ex-assessor presidencial, decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por descumprimento de medidas cautelares. A detenção ocorreu após Martins ser acusado de acessar sua conta no LinkedIn, violando a proibição de uso das redes sociais. A defesa sustenta que o acesso foi realizado pelos advogados do ex-assessor.

Nas redes sociais, bolsonaristas defenderam Martins e criticaram a decisão judicial. O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, declarou que a prisão foi ilegal e sem que qualquer crime tenha sido cometido. O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) classificou a determinação como puro sadismo, lembrando que Martins já havia sido preso por acusações como participação em reuniões inexistentes, posse de uma minuta de golpe que não acessou e uma viagem aos EUA que não realizou. Agora, afirmou, ele foi preso por violar suspeitamente uma medida cautelar ao mexer no LinkedIn.

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) comparou a situação à de Bolsonaro, que recentemente recebeu alta médica e foi levado para a Superintendência da Polícia Federal, cumprindo pena por liderar a trama golpista. Ferreira acusou Moraes de tirania por manter o ex-presidente sob condições severas e por prender Martins. Segundo ele, há falência do sistema ao encarcerar alguém por uma suposta busca, mesmo que as cautelares estejam sendo cumpridas há mais de 560 dias.

A comparação foi reforçada pelo deputado Bibo Nunes (PL-RS), que criticou o uso de indícios e movimentações em redes sociais como fundamentos para decisões graves contra Martins, enquanto Bolsonaro teve a negativa da prisão domiciliar justificada por condições diferentes. Ele apontou que suposições passaram a ser tratados como provas, vínculos políticos como culpa, e cautelares se tornaram punições antecipadas.

Antes da prisão preventiva, Martins cumpria prisão domiciliar desde o sábado anterior, em decisão de Moraes após a fuga do ex-diretor geral da Polícia Federal Silvinei Vaques. Ele foi condenado a 21 anos de reclusão em ação que o acusa de tentativa de golpe e outros crimes, por ter elaborado a minuta de decreto para reverter o resultado da eleição presidencial de 2022, documento apresentado ao comando das Forças Armadas conforme denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR). A defesa busca a reversão da condenação.

Em 2024, Martins foi preso na investigação da trama golpista, acusado de risco de fuga após registros indicarem suposta entrada nos EUA. A Polícia Federal apontou que ele figurava em lista de passageiros do avião presidencial a Orlando, em 30 de dezembro de 2022, em arquivo apreendido com o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens e delator da trama. A defesa nega a viagem, alegando que Martins estava no Paraná na data.

Créditos: O Globo

Notícias relacionadas

Política
quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Ler +
Política
quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Ler +
Modo Noturno