Política
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Bolsonaro cai na cela, descarta lesão grave e volta à PF após exames

O médico do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) comunicou que ele sofreu uma queda ao caminhar dentro da cela, porém descartou uma lesão intracraniana após a realização de exames. Bolsonaro já retornou à Superintendência da Polícia Federal, onde permanece detido.

O cardiologista Brasil Caiado, que integra a equipe médica do ex-presidente, explicou que Bolsonaro tentou caminhar e acabou caindo. “Não foi simplesmente uma queda da cama. Como não presenciamos o ocorrido, conversando com ele, conclui que houve um levantamento, ele caminhou e ao cair bateu a cabeça e o pé em algum objeto no quarto. Isso difere de uma simples queda da cama”, detalhou o médico.

Caiado destacou que os sintomas como tontura, desequilíbrio e oscilações na memória do ex-presidente têm chamado atenção. Ele confirmou que esses quadros exigem acompanhamento médico compartilhado entre as equipes.

Há a suspeita de que a interação e a dosagem dos medicamentos novos que Bolsonaro está tomando possam estar causando as tonturas. O médico afirmou que será necessário avaliar a possibilidade de suspender esses remédios, o que pode trazer outros riscos como crises de soluços.

Os exames realizados indicaram que Bolsonaro teve um traumatismo craniano leve, com lesões em partes moles nas regiões temporal e frontal direita, conforme relatou Caiado. Esse diagnóstico já havia sido mencionado anteriormente pelo médico Claudio Birolini.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou a transferência de Bolsonaro ao hospital após a queda e o impacto na cabeça. A Polícia Federal relatou que o ex-presidente estava orientado e sem déficits neurológicos aparentes na ocasião.

Esta é a segunda saída de Bolsonaro do local de prisão desde novembro. No Natal, ele foi internado para cirurgia de hérnia inguinal bilateral e tratamento das crises de soluço. Recebeu alta no dia 1º de janeiro e ontem teve a primeira visita de 2026, da esposa Michelle.

Moraes afirmou que não havia urgência imediata para o hospital, mas a equipe médica recomendou realização de tomografia, ressonância magnética e eletroencefalograma.

Bolsonaro não ativou o protocolo de emergência da PF após a queda. A lesão só foi identificada pela manhã, em uma inspeção diária feita por policiais penais, que observaram um arranhão na testa. Mesmo assim, o ex-presidente recusou atendimento.

A equipe médica da PF foi chamada para avaliação, mesmo sem o consentimento de Bolsonaro, procedimento que segue o protocolo padrão. Não foram encontradas condições graves, apenas a recomendação de observação.

Michelle Bolsonaro foi a primeira a comentar publicamente o incidente, apontando atraso no atendimento da PF, e defendendo o tratamento domiciliar para o ex-presidente.

Créditos: UOL Notícias

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