Brasil chama prisão de Maduro de sequestro e ONU condena ataque americano na Venezuela
Em uma reunião realizada nesta terça-feira (6) na Organização dos Estados Americanos (OEA), o Brasil classificou a prisão de Nicolás Maduro como um sequestro. A ONU, por sua vez, renovou críticas ao ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos declarou que, após o ataque americano, todos os países do mundo estão menos seguros.
A OEA, sediada em Washington e composta por 35 países das Américas, contou com a representação do Brasil pelo embaixador Benoni Belli. Ele reafirmou a posição brasileira de repúdio à ação dos EUA, enfatizando que os fins não justificam os meios, e definiu a retirada de Maduro como um sequestro.
A Venezuela não integra a OEA desde 2019, quando Nicolás Maduro ordenou a saída do país da organização, em reação a pedidos de investigação sobre a crise humanitária local. Por isso, nenhum representante venezuelano participou da reunião.
O embaixador dos Estados Unidos negou que houve invasão da Venezuela e afirmou que a ação teve caráter restrito. Leandro Rizzuto declarou que os americanos não permitirão que a Venezuela vire uma base de operações para Rússia, Cuba, China ou qualquer outro país. Ele complementou dizendo que “não é aceitável que a maior reserva de petróleo do mundo esteja sob controle de adversários do hemisfério”.
Perto dali, em Washington, Donald Trump participou de um evento com congressistas do Partido Republicano. Com eleições legislativas previstas em 2026 para renovar parte do Congresso dos EUA, ele conclamou por unidade e apoio às políticas republicanas para garantir a manutenção da maioria nas duas casas. Trump também defendeu a operação na Venezuela, que deixou parte da capital sem energia.
Durante o encontro, Trump chamou Maduro de violento e indicou que observava os gestos do venezuelano antes da captura, mencionando que “ele se levanta e tenta imitar um pouco a minha dança”, em referência às aparições de Maduro dançando e cantando.
No domingo, o jornal The New York Times publicou que essas danças de Maduro foram decisivas para Trump ordenar a operação militar, pois ele acreditava que o venezuelano zombava da crise entre os dois países.
Créditos: G1 Jornal Nacional