Internacional
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Brasil se posiciona tardiamente sobre execuções no Irã, ONU e EUA reagindo

Na próxima quarta-feira (14), está prevista a execução de um jovem iraniano, conforme denúncia de uma ONG de direitos humanos. O motivo para a pena capital é ter participado dos protestos contra o regime fundamentalista iraniano.

Os protestos continuam a se expandir por todo o Irã, desafiando o regime dos Aiatolás. Até o momento, mais de dois mil iranianos perderam a vida, e execuções continuam sendo usadas como forma de intimidação política.

A União Europeia pediu o fim da violência, denunciando as violações aos direitos humanos e mencionou a possibilidade de aplicar sanções mais severas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encorajou o povo iraniano a manifestar-se nas ruas, assegurando que “a ajuda está chegando”. Quanto ao Brasil, o governo divulgou uma nota breve e tardia. O texto lamenta as mortes e destaca que “cabe apenas aos iranianos decidir, de maneira soberana, sobre o futuro de seu país”, além de reforçar que “o Brasil insta todos os atores a se engajarem em diálogo pacífico, substantivo e construtivo”.

No entanto, essa chamada ao diálogo se impõe num contexto marcado por balas e execuções? O dilema permanece em aberto.

Créditos: CNN Brasil

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