Brasil terá ciclone, frente fria e calor de 39°C entre 13 e 17 de outubro
Entre os dias 13 e 17 de outubro, o Brasil enfrentará extremos climáticos, com a presença de um ciclone extratropical e uma nova frente fria que trarão chuva, ventos fortes e possibilidade de granizo para as regiões Sul e Sudeste.
Enquanto isso, o interior do país permanecerá com temperaturas elevadas, chegando a até 39 °C em algumas localidades.
O ciclone extratropical permanece em alto-mar próximo à costa, especialmente influenciando a Serra e o nordeste do Rio Grande do Sul, com rajadas de vento mais intensas e pancadas de chuva concentradas no norte do estado. O tempo tende a melhorar nas demais regiões gaúchas.
No Paraná e em Santa Catarina, as instabilidades continuam até o fim do dia e, a partir de terça-feira (14), o tempo melhora favorecendo atividades no campo. Contudo, na quinta-feira, a formação de um cavado pode provocar temporais, rajadas fortes e queda de granizo no oeste dos três estados, com acumulados entre 30 e 40 milímetros que mantêm a umidade do solo.
No centro-leste dessas regiões, a chuva retorna somente na sexta-feira (17) com volumes entre 10 e 20 milímetros, sem impacto negativo nas operações agrícolas.
Uma nova frente fria avança trazendo pancadas de chuva para São Paulo, centro-sul e oeste de Minas Gerais, além do Rio de Janeiro, com risco de temporais, ventos acima de 100 km/h e possibilidade de granizo, especialmente na segunda-feira (13). As rajadas podem danificar cafezais em floração e causar quedas de árvores, afetando também o fornecimento de energia.
Na terça-feira (14), o tempo melhora em São Paulo; porém, os temporais seguem em Minas Gerais, Rio de Janeiro e no centro-sul do Espírito Santo, com acumulados semanais em torno de 50 milímetros, o que ajuda a reverter o período quente e seco na agricultura. As chuvas facilitarão o plantio da safra 2025/26 na região.
No Centro-Oeste, instabilidades cobrem grande parte da área, principalmente Mato Grosso do Sul, sul e sudoeste de Mato Grosso e parte de Goiás. As temperaturas caem um pouco nas áreas de maior chuva, mas o calor ainda predomina.
Uma baixa pressão sobre o Paraguai favorece a formação de nuvens carregadas, garantindo uma semana com volumes entre 70 e 100 milímetros em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Em Goiás, o centro-sul registra entre 30 e 40 milímetros, enquanto o norte recebe entre 10 e 15 milímetros, com recomendação de cautela no avanço do plantio, pois chuvas regulares devem se consolidar a partir da semana do dia 20 de outubro.
No interior do Nordeste, o calor intenso e a baixa umidade persistem, com máximas próximas a 39 °C e elevado risco de incêndios. As chuvas ficam restritas à faixa litorânea da Bahia, nordeste da Bahia e litoral do Maranhão, com acumulados de 15 a 25 milímetros, aumentando ligeiramente a umidade do solo. Para a semana do dia 20 está prevista uma melhora, com 40 a 50 milímetros, favorecendo o início do plantio de soja, feijão e milho nas regiões principais.
No Norte do país, a semana será quente e úmida, com pancadas de chuva sobre Amazonas, Acre, Pará, Rondônia e norte do Tocantins. O tempo continuará abafado, típico da fase de transição.
Volumes entre 40 e 50 milímetros são esperados em Rondônia, Acre, Amazonas e centro-oeste do Pará, garantindo boa umidade no solo. No Tocantins, as chuvas retornam de forma gradual, com 10 a 15 milímetros nos próximos dias, e volumes maiores, acima de 50 milímetros, previstos a partir da semana do dia 20, marcando o início da safra.
Créditos: Canal Rural