Política
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Caiado vê Tarcísio como pré-candidato ao Planalto apesar de negar

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), 75 anos, declarou nesta segunda-feira (29.set.2025) acreditar que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), 50 anos, será candidato à Presidência da República, mesmo com a negativa do paulista.

Mais cedo, Tarcísio reafirmou a intenção de disputar a reeleição em 2026 e de continuar no governo do Estado de São Paulo.

Caiado relativizou a declaração de Tarcísio, atribuindo a postura ao estilo do aliado. “Eu analiso como sendo candidato, pré-candidato a presidente da República. Talvez seja [questão] de estilo. Cada um tem o seu. Eu já me declarei candidato desde 4 de abril de 2025. Ele pode achar melhor se pronunciar mais à frente”, afirmou.

O governador goiano também considerou positiva a multiplicidade de candidaturas de oposição. “No 1º turno, essas várias candidaturas são positivas para o 2º turno. Porque a máquina do governo nas mãos do Lula ele vai usar com toda a truculência”, ressaltou.

A declaração de Caiado ocorreu no mesmo dia em que Tarcísio se encontrou com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar desde 4 de agosto por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). O paulista chegou ao condomínio de Bolsonaro em Brasília às 13h38 e saiu às 16h19, após um encontro de 2h41.

Conforme apurado pelo Poder360, a visita teve como objetivo comunicar a Bolsonaro a decisão de disputar a reeleição em São Paulo. Em mensagem a um interlocutor na semana anterior, Tarcísio já havia definido a permanência no governo paulista como o “caminho mais apropriado”.

Caiado, por sua vez, já anunciou sua pré-candidatura ao Planalto pelo União Brasil. Em maio, declarou que seu primeiro ato como presidente seria conceder anistia a todos os condenados pelos ataques do dia 8 de janeiro. Ele reafirmou essa posição nesta segunda-feira (29.set), após a posse do ministro Edson Fachin como presidente do STF, substituindo Luís Roberto Barroso.

Créditos: Poder360

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