Internacional
17:06

Chefe do Hamas anuncia fim da guerra com Israel e cessar-fogo garantido

Khalil Al-Hayya, integrante da alta liderança do Hamas, declarou nesta quinta-feira (9) o término das hostilidades com Israel.

Ele também afirmou ter recebido garantias dos Estados Unidos e mediadores árabes para um cessar-fogo permanente.

O anúncio do acordo de paz ocorreu na quarta-feira (8). De acordo com o presidente americano Donald Trump, Israel e Hamas concordaram em implementar uma primeira fase para o fim do conflito.

Até a última atualização, ministros do governo israelense estavam reunidos para deliberar sobre a aprovação oficial do acordo.

Al-Hayya, que atuou como principal negociador do Hamas nas tratativas do plano de paz dos EUA para Gaza, sobreviveu em setembro a um ataque israelense contra alvos do grupo no Catar.

Um porta-voz de Israel informou que o cessar-fogo deve começar em até 24 horas após a ratificação do acordo.

Israel exige que o Hamas deixe o governo da Faixa de Gaza e entregue suas armas, condição que tem resistência no grupo; uma autoridade declarou que “nenhum palestino aceita desarmar”.

Itamar Ben-Gvir, líder de partido de extrema direita da coalizão de governo israelense, ameaçou derrubar a administração de Benjamin Netanyahu caso fracasse em desmantelar o Hamas.

Entre as condições do acordo está a devolução, pelo Hamas, dos corpos dos reféns mortos em cativeiro, um ponto que pode impedir a efetivação do tratado, pois o grupo ainda desconhece a localização de algumas vítimas.

A Turquia anunciou a criação de uma força-tarefa internacional para ajudar o Hamas a localizar esses corpos na Faixa de Gaza. Participam Estados Unidos, Catar, Egito, Israel e Turquia na operação.

Dos 48 reféns mantidos pelo Hamas, sabe-se que 28 morreram. A imprensa israelense estima que seis ou sete corpos estejam desaparecidos, mas o grupo terrorista não se pronunciou oficialmente.

O Hamas solicitou um prazo maior para devolver os corpos das vítimas mortas.

Segundo Trump, todos os reféns serão libertados provavelmente na segunda-feira (13), conforme o plano de paz apresentado na quarta-feira.

O acordo, firmado após negociações em setembro com mediação do Egito, Catar e Turquia, prevê inicialmente a libertação de todos os reféns mantidos desde outubro de 2023, e a consequente soltura de prisioneiros palestinos por Israel.

Tropas israelenses devem recuar de suas posições na Faixa de Gaza, que também receberá mais ajuda humanitária, incluindo alimentos, água e medicamentos.

O plano estipula o fim dos bombardeios de Israel na região, com as Forças de Defesa israelenses recuando para linhas acordadas, mantendo presença no território palestino.

Ainda não está definido quando o cessar-fogo entrará em vigor oficialmente, enquanto o primeiro-ministro Netanyahu aguarda a votação do governo sobre a proposta.

Detalhes do acordo ainda não foram totalmente divulgados, incluindo se o plano firmado pela Casa Branca sofreu modificações ou foi aceito integralmente por ambas as partes.

O plano prevê a Faixa de Gaza como zona livre de grupos armados, com possibilidade de anistia para membros do Hamas que entreguem suas armas e se comprometam com a coexistência pacífica.

Também está previsto um governo temporário tecnocrático e apolítico na região, com posterior transferência do poder para a Autoridade Palestina, condicionada a reformas nesse órgão.

Um pacote econômico e de desenvolvimento está previsto para ser elaborado por especialistas, e a desmilitarização completa de Gaza, com destruição da infraestrutura bélica, faz parte do acordo.

Netanyahu comemorou a assinatura do acordo e ressaltou a libertação dos reféns presos pelo Hamas. Ele planeja reunião com dirigentes do governo para aprovação interna do tratado.

O Hamas reconheceu a mediação dos países envolvidos e agradeceu os esforços do presidente Trump para o fim definitivo do conflito.

Créditos: g1

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