Internacional
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China afirma que protegerá investimentos petrolíferos na Venezuela

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, declarou em 7 de janeiro de 2026 que os investimentos e compromissos comerciais chineses na Venezuela serão protegidos. A China é um dos maiores investidores no país sul-americano e mantém empresas atuantes no setor petrolífero venezuelano.

O governo chinês não forneceu detalhes específicos sobre como garantirá esses compromissos, especialmente no campo do petróleo. Mao Ning ressaltou que as leis locais e internacionais asseguram o cumprimento dos contratos firmados.

Ela também classificou como “ilegal” a operação dos Estados Unidos que resultou na prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro, representando o partido PSUV, de esquerda.

“A China condena fortemente essa ação. Quero enfatizar que os direitos e interesses legítimos da China e outros países na Venezuela precisam ser protegidos”, disse Mao Ning durante entrevista coletiva.

Quando questionada sobre a declaração do ex-presidente Donald Trump, do Partido Republicano, de que a Venezuela forneceria 50 milhões de barris de petróleo aos EUA e se isso afetaria a cota destinada à China, Mao Ning afirmou confiar na soberania venezuelana sobre seus recursos naturais.

A porta-voz também foi indagada acerca de eventual apoio econômico da China à Venezuela e a Cuba, além do respaldo diplomático já manifestado. Respondeu que a China continuará sendo amiga dos países da América Latina, sem fornecer mais detalhes.

Desde 2008, a China opera campos petrolíferos na Venezuela por meio da PetroSinovesa, uma joint venture entre a estatal venezuelana PDVSA e a China National Petroleum Corporation (CNPC), que é o principal instrumento da China na exploração das vastas reservas venezuelanas.

Em 2024, a petroleira chinesa China Concord Resources Corporation firmou um acordo para exploração de dois campos petrolíferos na Venezuela por 20 anos, com investimento previsto de US$ 1 bilhão. A meta é alcançar produção diária de 60 mil barris até o fim de 2026, tendo a operação iniciado em agosto de 2025.

Créditos: Poder360

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