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Cineastas brasileiros e arquiteto chinês morrem em queda de avião no Pantanal

Dois cineastas brasileiros, um arquiteto chinês e o piloto Marcelo Pereira de Barros morreram na noite de terça-feira, 23, em Aquidauana, região do Pantanal, Mato Grosso do Sul, após a queda de um avião de pequeno porte.

Luiz Ferraz e Rubens Crispim Jr. voavam com o professor e arquiteto Kongjian Yu, conhecido mundialmente pelo desenvolvimento do conceito de cidades-esponja, para gravação de um documentário.

A aeronave, um monomotor Cessna 175 pertencente a Marcelo, tinha capacidade para quatro pessoas e era utilizada para voos privados. Conforme o Corpo de Bombeiros, todos os corpos foram carbonizados. As causas do acidente, ocorrido por volta das 18h30, seguem em investigação policial, em parceria com o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos.

Luiz Ferraz Fernando Feres da Cunha era cineasta especializado em documentários. Fundador da produtora Olé Produções, possuía no currículo projetos como a série Dossiê Chapecó: O jogo por trás da tragédia, indicada ao Emmy Internacional, que aborda o acidente aérea que matou jogadores, jornalistas e funcionários da Chapecoense em 2016.

Rubens Crispim Jr., formado em Artes Plásticas pela USP e especializado em direção de fotografia, fundou a produtora Poseidos junto com a esposa Heloísa Faria. Crispim participou do Festival de Cannes em 2009 com o curta O que Escolhemos e assinou projetos para canais como Discovery América Latina.

Kongjian Yu era referência mundial em planejamento urbano sustentável e ficou conhecido pelo conceito de cidades-esponja, que visam absorver grandes volumes de água para evitar enchentes. Ele chegou ao Brasil neste mês para a Bienal de São Paulo e seguiu ao Pantanal para as filmagens com os cineastas brasileiros.

Créditos: Carta Capital

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