Política
15:04

Conselho de Ética instaura processo contra Eduardo Bolsonaro por quebra de decoro

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados abriu nesta terça-feira (23) um processo contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por quebra de decoro parlamentar.

A ação foi motivada por um pedido feito pelo PT. Além desta, Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ainda responde a outras três representações no colegiado que visam sua cassação, mas que ainda não foram analisadas.

A representação apresentada pelo PT questiona a atuação do deputado nos Estados Unidos e pede a possibilidade de perda do mandato.

Para definir a relatoria dessa representação contra Eduardo Bolsonaro, foram sorteados os deputados Paulo Lemos (PSOL-AP), Delegado Marcelo Freitas (União-MG) e Duda Salabert (PDT-MG). O presidente do Conselho, deputado Fabio Schiochet (União-SC), escolherá o relator a partir desta lista tríplice.

Na mesma terça-feira, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), rejeitou o pedido da oposição que indicava Eduardo como líder da minoria. Esta tentativa buscava proteger o mandato dele ao justificar suas ausências na Casa.

Desde fevereiro, Eduardo Bolsonaro reside nos Estados Unidos e afirma que não pode retornar ao Brasil devido a uma “perseguição política”. Embora tenha se licenciado, o período de afastamento terminou e ele não pode solicitar nova licença formal.

Na segunda-feira (22), a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo, relacionada à sua atuação fora do país com tentativas de interferir em processos judiciais para beneficiar Bolsonaro e o blogueiro Paulo Figueiredo.

No processo no Conselho de Ética, o PT questiona a permanência do deputado nos Estados Unidos e afirma que ele tem se dedicado repetidamente a difamar instituições brasileiras, principalmente o Supremo Tribunal Federal e seus ministros.

Além disso, a ação destaca que Eduardo tenta influenciar autoridades do governo dos EUA a aplicar sanções contra membros do Supremo Tribunal Federal, da Procuradoria-Geral da República e da Polícia Federal, como retaliação às investigações que envolvem seu pai e aliados.

Créditos: CNN Brasil

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