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Conselho de Paz de Trump: quem aderiu e quem ainda avalia convite

O Conselho de Paz, criado por Donald Trump durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, tem como objetivo promover a cooperação internacional para resolver conflitos. Desde o lançamento, alguns países confirmaram participação, outros recusaram e alguns ainda estão avaliando o convite.

Países do Oriente Médio que confirmaram adesão incluem Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Jordânia e Catar. Na Ásia, Paquistão, Indonésia, Vietnã, Uzbequistão e Cazaquistão também manifestaram interesse.

Entre membros da OTAN, Hungria e Turquia aceitaram participar. Na Europa, Kosovo, Belarus, Armênia e Azerbaijão anunciaram integração, enquanto na África Marrocos e Egito demonstraram interesse.

Na América do Sul, Argentina e Paraguai fazem parte até o momento. O presidente argentino Javier Milei, presente na cerimônia de lançamento, destacou em suas redes sociais a honra em receber o convite para ser membro fundador do Conselho, cujo foco inicial é a região da Faixa de Gaza.

Israel aceitou participar através do anúncio do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Facções palestinas apoiam o plano e a formação de um comitê palestino de transição para administrar a Faixa de Gaza sob supervisão do conselho.

O lançamento ocorre em um contexto de tensões diplomáticas envolvendo os Estados Unidos, especialmente em relação à intenção de Trump de transformar a Groenlândia em território norte-americano, o que pode ter influenciado recusas de alguns países.

Noruega e Suécia anunciaram que não integrarão o conselho no formato atual. A Itália considera problemática a adesão, segundo seu ministro da Economia, Giancarlo Giorgetti. Fontes ligadas ao presidente francês Emmanuel Macron afirmam que a França também rejeitará o convite.

A China foi convidada mas recusou, reafirmando compromisso com o sistema internacional centrado na ONU. Alemanha, Reino Unido, Canadá, Índia, Tailândia e Japão ainda não se posicionaram oficialmente.

A Rússia demonstrou interesse, mas ainda não confirmou participação. Vladimir Putin está avaliando a proposta e condicionou sua adesão a fatores políticos.

A Ucrânia informou que está avaliando o convite, embora o presidente Volodymyr Zelensky tenha declarado ser difícil imaginar negociações com a Rússia após quatro anos de guerra.

O Brasil também recebeu convite. Trump declarou ter convidado o país e ter expectativas em relação ao papel que o presidente Lula poderá desempenhar no conselho. Até o momento, o governo brasileiro não respondeu oficialmente.

O Conselho de Paz é uma iniciativa internacional voltada para estabilizar regiões em conflito, com o foco inicial na reconstrução da Faixa de Gaza. A carta constitutiva permite atuação em outras áreas de conflito. Jared Kushner, genro e assessor de Trump, faz parte do Conselho Executivo fundador.

Trump se autodeclara líder do conselho, com autoridade para convidar, definir membros e gerir as decisões estratégicas. A proposta prevê que países interessados em assentos permanentes contribuam financeiramente com US$ 1 bilhão cada.

Créditos: UOL

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