Crise no Irã chega ao limite e pode ter desfecho trágico, avaliam especialistas
A República Islâmica do Irã enfrenta uma situação sem boas alternativas, e, independentemente do desfecho da crise atual, o resultado tende a ser trágico.
Trata-se de uma grave tragédia humanitária, pois um regime exaurido, impopular, antigo, corrupto e violento está reprimindo protestos populares, enquanto países como o Brasil mantêm uma postura de indiferença oficial diante das graves violações de direitos humanos.
Além disso, a postura do presidente americano Donald Trump tem sido criticada por incentivar a população iraniana a protestar, com promessas de apoio cuja viabilidade não está clara.
No cenário geopolítico global e especialmente no Oriente Médio, o Irã é um país de extrema importância devido à sua localização estratégica, sua história, o tamanho de sua população e seus recursos naturais, mas sobretudo por seu papel nas disputas religiosas na região.
A revolução islâmica de 1979 mudou radicalmente a relação entre Estado e religião no mundo muçulmano, estabelecendo um governo teocrático que depende da aprovação do líder religioso máximo.
Essa teocracia exerce grande influência ideológica, impactando milhões de pessoas dentro e fora do Oriente Médio. No entanto, o movimento revolucionário já há muito se esgotou.
Atualmente, o regime se mantém no poder principalmente por meio da repressão a protestos que exigem necessidades básicas, como melhores condições de vida e liberdade.
Se o regime, que foi recentemente enfraquecido por intervenções militares dos Estados Unidos e de Israel, continuar, a instabilidade e o derramamento de sangue devem persistir.
Por outro lado, se ele sucumbir, implodir ou transformar-se, o cenário também será marcado por grandes turbulências.
Créditos: CNN Brasil