Política
09:07

Cronologia do Caso Banco Master Envolve Alexandre de Moraes e Presidente do BC

As repercussões sobre a liquidação do Banco Master ganharam um novo capítulo envolvendo duas autoridades: o ministro do STF, Alexandre de Moraes, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, contratou Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, como sua advogada.

O jornal O Globo divulgou que o Banco Master firmou contrato com o escritório da família de Moraes para defender seus interesses no Banco Central, na Receita Federal e no Congresso Nacional.

De acordo com a reportagem, o escritório Barci de Moraes tinha contrato para receber R$ 129 milhões, com pagamentos mensais previstos de R$ 3,6 milhões entre 2024 e 2027. Contudo, após a liquidação do banco, esses pagamentos teriam sido suspensos.

Outra reportagem de Malu Gaspar, publicada pelo mesmo jornal, detalha que Moraes teria procurado Gabriel Galípolo ao menos quatro vezes para tratar de interesses em favor do Banco Master, informação confirmada pelo analista da CNN Brasil Caio Junqueira.

Moraes teria feito pelo menos três ligações telefônicas e se encontrado pessoalmente ao menos uma vez com Galípolo.

Diante dessas informações, parlamentares anunciaram que pretendem apresentar pedido de impeachment do ministro.

O deputado federal Marcel Van Hattem (Novo-RS) declarou que pretende aproveitar o recesso para buscar assinaturas de deputados e senadores para o pedido, citando o “fato novo” recente.

Além disso, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) informou à CNN que avalia a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar se houve um contrato que garantiu pagamento de R$ 3,6 milhões ao escritório da mulher de Moraes mediante contraprestação mínima.

Vieira também destacou que a CPI deve apurar se Moraes interferiu diretamente em benefício de cliente da banca advocatícia da família.

O senador ressaltou que o objetivo é esclarecer os fatos e que ninguém está sendo condenado antes da investigação.

Na manhã do dia 23, Moraes declarou que a reunião com Galípolo teve como tema as consequências da aplicação da lei Magnitsky contra ele.

Moraes mencionou ainda encontros individuais com o presidente jurídico do Banco Itaú, com a presidente do Banco do Brasil, e uma reunião coletiva com entidades financeiras para discutir o tema.

Ainda em 23 de setembro, o Banco Central confirmou ter mantido reuniões com o ministro para tratar dos efeitos da aplicação da referida lei.

À noite, o jornal O Estado de S.Paulo reportou que Moraes teria ligado pelo menos seis vezes no mesmo dia para Galípolo para questionar o andamento da operação de compra do Banco Master pelo BRB.

Porém, Moraes negou essas ligações e afirmou que jamais esteve no Banco Central pressionando pela aquisição.

Ele detalhou que a primeira reunião com Galípolo ocorreu em 14 de agosto, após sua sanção com a lei Magnitsky, e a segunda em 30 de setembro, após a medida afetar sua esposa.

Moraes afirmou ainda que o escritório de advocacia de sua esposa não atuou na operação de aquisição do Banco Master pelo BRB junto ao Banco Central.

Em setembro, o Banco Central vetou a compra do Banco Master pelo BRB devido à falta de documentos que comprovassem a viabilidade econômico-financeira da operação.

Dois meses depois, Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal e é investigado por fraudes contra o sistema financeiro.

Créditos: CNN Brasil

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