Declarações de Paulinho da Força sobre PL da Anistia provocam desconforto entre bolsonaristas
O deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), recém-nomeado relator do Projeto de Lei da Anistia no Congresso Nacional, causou incômodo entre bolsonaristas com suas primeiras declarações sobre os rumos da proposta. Até então, aliados de Jair Bolsonaro comemoravam a aprovação da urgência do projeto na Câmara.
Paulinho descartou a possibilidade de avançar com uma anistia ampla e irrestrita, defendida por parte dos bolsonaristas. Em linha com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o deputado afirmou que buscará a pacificação, mas que o texto não agradará extremos. Além disso, indicou a intenção de diálogo com ministros do STF para a construção do projeto.
Membros do PL, que já viam a inclusão do ex-presidente na anistia como inviável, interpretam a posição de Paulinho como sinal de que a proposta será restrita à redução das penas dos condenados pelos ataques do dia 8 de janeiro.
A deputada federal Rosana Vale (PL-SP) criticou a postura do relator recém-indicado, apontando ideias pré-concebidas e a falta de abertura para diálogo, elemento que considera essencial para o processo de pacificação nacional.
O deputado estadual Tenente Coimbra (PL-SP) ressaltou o perfil político de Paulinho, fundador da Força Sindical, lembrando suas relações rompidas com o presidente Lula e destacando que o tempo definirá sua posição política.
Adrilles Jorge (União), vereador aliado de Bolsonaro em São Paulo, também criticou a indicação, afirmando que a direita recebe negativamente a nomeação de Paulinho por sua ligação com o ministro Alexandre de Moraes, prevendo uma anistia muito limitada e comedida.
Créditos: CNN Brasil