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18:06

Defesa Civil de SP identifica microexplosão como causa de destruição em Porto Feliz

A forte frente fria que atingiu o estado de São Paulo na segunda-feira, 22 de setembro de 2025, provocou chuvas intensas e ventos fortes em várias regiões do interior, litoral e Grande São Paulo. Foram registradas rajadas de vento entre 80 km/h e 100 km/h em diversos locais, incluindo a capital paulista, evidenciando a intensidade desse fenômeno.

A ventania desta frente fria provocou destelhamentos, elevação de poeira no interior do estado e a queda de numerosas árvores tanto em áreas urbanas quanto rurais, causando interrupções no fornecimento de energia elétrica.

O evento foi resultado de uma condição meteorológica especial com intenso contraste térmico e linhas de instabilidade formadas por nuvens cumulonimbus que percorreram o estado. Essas condições explicam as rajadas excepcionalmente fortes observadas.

Entre os registros de vento mais intensos estão: 100,8 km/h na Lapa, São Paulo; 99 km/h em Bragança Paulista; 98 km/h no aeroporto Campo de Marte, São Paulo; 95 km/h em Piracicaba; 92 km/h no bairro Santana, São Paulo; e 90 km/h em Avaré.

Um dos eventos mais severos ocorreu em Porto Feliz, onde a ventania causou danos significativos à fábrica da montadora Toyota. Devido à gravidade do episódio, a Defesa Civil do Estado de São Paulo realizou uma análise meteorológica detalhada para identificar o fenômeno responsável.

Examinando imagens de radar e satélite, a Defesa Civil concluiu que a destruição foi causada por uma microexplosão atmosférica, e não por um tornado. Não foi detectado o padrão típico de tornado conhecido como “eco de gancho” nessas imagens. A velocidade das rajadas de vento nesse local foi estimada em 99,1 km/h.

Nas imagens de radar, uma linha colorida dentro de um retângulo branco indicou as áreas de chuva forte da linha de instabilidade que passou pelo estado naquele dia.

Enquanto tornados são caracterizados por correntes de ar ascendentes e giratórias que formam um funil entre a nuvem e o solo e causam danos linearmente, microexplosões consistem em correntes de ar descendentes que se espalham em várias direções ao atingirem o chão. Apesar de ocorrerem em áreas concentradas, as microexplosões podem causar danos tão intensos quanto alguns tornados.

Créditos: Climatempo

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