Defesa de Bolsonaro pede prisão domiciliar por queda e risco em cela
Nesta terça-feira, 13, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, um novo pedido de prisão domiciliar humanitária.
No documento, os advogados citam a queda sofrida por Bolsonaro no dia 6 em sua cela e alertam para o risco de “eventos imprevisíveis”.
Segundo a defesa, relatórios médicos indicam que Bolsonaro necessita de auxílio médico constante, pois não consegue se firmar sozinho e está em alto risco de quedas, inclusive em deslocamentos simples como ir ao banheiro durante a noite.
O texto ressalta que a queda com traumatismo craniano, ocorrida sob custódia estatal, agravou o quadro clínico, não apenas pelo incidente, mas pela demonstração da incapacidade de prevenir situações graves numa condição de restrição, mesmo com plantão médico disponível.
No dia do acidente, Bolsonaro relatou ter caído da cama enquanto dormia. A Polícia Federal afirmou que, após o episódio, ele estava consciente, orientado e sem sinais de déficit neurológico.
A fragilidade da saúde do ex-presidente é a principal justificativa usada pela defesa para requisitar a prisão domiciliar, argumentando que os cuidados necessários não podem ser fornecidos na sala de Estado-Maior da Polícia Federal, onde Bolsonaro cumpre a pena de 27 anos de prisão.
Todos os pedidos anteriores foram negados pelo ministro Alexandre de Moraes. Na última recusa, em 1º de janeiro, o ministro destacou que Bolsonaro foi condenado por crimes gravíssimos e mencionou o episódio em que ele danificou a tornozeleira eletrônica, classificando-o como um ato concreto com intenção de fuga.
Além disso, Moraes reforçou que Bolsonaro tem condições de receber os tratamentos de saúde necessários na Polícia Federal, ressaltando que ele está em um local muito próximo do hospital particular onde realiza atendimentos emergenciais, inclusive mais perto do que seu próprio endereço residencial.
Créditos: CartaCapital