Política
18:33

Defesa informa ao STF ida de Bolsonaro ao hospital durante prisão domiciliar

Na tarde de terça-feira (16), a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que ele precisou ser levado ao hospital DF Star, em Brasília.

Segundo os advogados, Bolsonaro apresentou um episódio de mal-estar, pré-síncope, vômitos e queda da pressão arterial, o que exigiu atendimento emergencial e cuidados médicos no local.

Como está em prisão domiciliar desde 4 de agosto, o ex-presidente teve um atestado médico protocolado em cumprimento à decisão do ministro Alexandre de Moraes. A determinação prevê que, em emergências médicas, Bolsonaro deve informar o STF em até 24 horas, enviando comprovação de sua condição.

O ministro determinou a juntada do atestado no processo e solicitou à Procuradoria-Geral da República (PGR) que tome ciência da decisão.

O deputado federal Evair de Melo (PP-ES) visitou o hospital e conversou com a equipe médica no fim da tarde. Em entrevista, ele afirmou que Bolsonaro estava em processo de estabilização antes de realizar exames, e que os médicos do ex-presidente vinham de São Paulo para Brasília para acompanhá-lo.

Esta é a terceira vez que Bolsonaro deixa a prisão domiciliar para atendimento hospitalar. A primeira saída foi em agosto para exames de rotina, e a segunda no domingo (14), três dias após a Primeira Turma do STF condená-lo a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Todas as saídas foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes após solicitações da defesa.

No domingo, Bolsonaro foi escoltado por agentes responsáveis por sua prisão domiciliar ao hospital, onde passou por procedimento cirúrgico para remoção de lesões na pele e exames complementares. Permaneceu no DF Star por cerca de seis horas.

Após o atendimento, o médico Cláudio Birolini informou que o quadro de saúde do ex-presidente é frágil e demanda acompanhamento próximo.

Mesmo proibido de dar declarações, Bolsonaro acompanhou o médico durante entrevista à imprensa. No local, apoiadores cantaram o hino nacional, aclamaram o ex-presidente como “mito” e pediram anistia.

Carlos Bolsonaro (PL-RJ) e Jair Renan Bolsonaro (PL-SC), filhos do ex-presidente, estiveram presentes. Após a internação, Carlos criticou nas redes sociais a escolta policial, alegando que ela tinha intuito de humilhar, questionando a possibilidade de fuga de Bolsonaro, que tem 70 anos.

Na segunda-feira (15), o ministro Alexandre de Moraes solicitou relatório da Polícia Penal do DF sobre a escolta durante a internação, incluindo informações sobre o carro usado, os agentes envolvidos e o motivo do atraso no transporte após a liberação médica, com prazo de envio em 24 horas.

Após a condenação no caso da trama golpista, os advogados aguardam a publicação do acórdão para recorrer. A expectativa é que peçam a manutenção da prisão domiciliar, alegando o quadro médico delicado do ex-presidente, resultado de diversos problemas de saúde desde o atentado à faca em 2018.

Bolsonaro possui histórico de internações e cirurgias relacionadas às sequelas do ataque ocorrido durante a campanha eleitoral em Juiz de Fora (MG).

Créditos: Valor

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