‘Deixa investigar’, diz irmão de Lula sobre operação da PF em sindicato
José Ferreira da Silva, vice-presidente do Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos) e irmão do presidente Lula (PT), afirmou que não comentaria as buscas realizadas nesta manhã pela Polícia Federal na sede da entidade, relativas a uma nova fase da operação Sem Desconto.
“Deixa investigar”, afirmou José Ferreira, conhecido como Frei Chico, ao UOL. Ele preferiu não entrar em detalhes sobre a ação. “Sem comentários, se a polícia quiser vir aqui investigar, pode vir. Não tenho nada o que comentar.”
Sobre as buscas, declarou que são “absurdas” e que desconhecia a operação. “Estou sabendo por vocês”, acrescentou.
Os alvos da operação incluem associações e pessoas físicas, ampliando o escopo em relação às fases anteriores. Apurou-se que dezenas de bens dos investigados foram sequestrados.
A ação tem como objetivo aprofundar as investigações e apurar práticas criminosas, como inserção de dados falsos em sistemas oficiais. A Polícia Federal informou que também investiga a possível existência de organização criminosa, além de atos de ocultação e dilapidação patrimonial.
A operação foi iniciada em abril, quando o presidente do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), Alessandro Stefanutto, foi afastado. Ela visa apurar a cobrança irregular de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024, um esquema que se estendeu durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e continuou no governo Lula (PT).
A Sem Desconto busca combater fraudes relacionadas a descontos não autorizados em benefícios do INSS, sendo deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU).
No início das investigações, servidores públicos estavam entre os suspeitos. Seis servidores foram afastados em abril, incluindo o presidente do INSS, o diretor de benefícios e relacionamento com o cidadão, o chefe da procuradoria federal especializada do instituto, o coordenador-geral de suporte ao atendimento ao cliente, o coordenador-geral de pagamentos e benefícios, além de um policial federal.
Créditos: UOL