Deputado Antonio Carlos Rodrigues assina cassação de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem
O deputado Antonio Carlos Rodrigues (PL-SP) assinou, na quinta-feira (18), as cassações dos mandatos de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ) pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados.
Antes de apoiar a perda do mandato desses colegas de partido, Rodrigues teve sua expulsão do PL anunciada — decisão revertida posteriormente — após elogiar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A cassação foi determinada pela Mesa Diretora, que inclui o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), dois vice-presidentes (um do PL), quatro secretários e quatro suplentes para substituir titulares ausentes.
Com a ausência do 4º secretário da Mesa, deputado Sergio Souza (MDB-PR), Antonio Carlos Rodrigues, primeiro suplente, assumiu essa posição e assinou o texto das cassações.
Além de Rodrigues, assinaram os documentos os deputados Carlos Veras (PT-PE), Lula da Fonte (PP-PE), Delegada Katarina (PSD-SE), Paulo Folleto (PSB-ES) e Dr. Victor Linhalis (Podemos-ES). Outros dois integrantes da Mesa, Altineu Côrtes (PL-RJ) e Elmar Nascimento (União-BA), não assinaram, aumentando a necessidade da assinatura dos suplentes.
No final de julho, Rodrigues criticou a aplicação da lei Magnitsky ao ministro Alexandre de Moraes, o que levou à sua expulsão do PL por pressão da bancada, comandada por Valdemar Costa Neto. Costa Neto defendeu a necessidade de “diplomacia e diálogo” naquele momento e disse que a atitude foi considerada “ignorante” por parlamentares do partido. Em setembro, o PL voltou atrás e não o expulsou.
Antonio Carlos Rodrigues é um político tradicional do PL, filiado desde 1999, antes da entrada do clã Bolsonaro na sigla. Aliado de Valdemar Costa Neto em São Paulo, ajudou no retorno de Costa Neto ao comando nacional do PL após sua pena pelo Mensalão do PT.
Rodrigues é visto como uma ligação entre Costa Neto e Alexandre de Moraes, mantendo relacionamento político amistoso com o ministro do STF.
Com trajetória política extensa, foi procurador da Assembleia Legislativa de São Paulo (1979-1989), secretário-adjunto de Esportes e Turismo no estado, presidente da EMTU São Paulo até 1994, chefe de Gabinete na Secretaria das Administrações Regionais do município de São Paulo em 1995, e secretário de Serviços Públicos de Guarulhos até 1999.
Na Câmara Municipal de São Paulo, atuou de 2000 a 2012, ocupando a presidência por quatro anos. Em 2011, foi primeiro suplente na campanha de Marta Suplicy para o Senado e chegou a assumir temporariamente sua vaga. Foi ministro dos Transportes no governo Dilma Rousseff entre 2014 e 2016, e diretor de Planejamento do DER-SP na gestão de Jair Bolsonaro antes de ser eleito deputado federal por São Paulo na atual legislatura.
Créditos: g1