Política
10:35

Derrite erra agressão ao projeto antifacção e sofre reação na Câmara

O plano inicial de Guilherme Derrite era uma atuação rápida no plenário da Câmara para tomar o projeto de lei antifacção do Palácio do Planalto. A ideia era fornecer à oposição instrumentos jurídicos para dificultar o avanço do governo de Lula na área de segurança pública, retornando em poucos dias ao comando da Secretaria de Segurança de São Paulo. No entanto, tudo saiu diferente do planejado.

Ex-capitão da Polícia Militar paulista, Derrite falhou na missão que recebeu do presidente da Câmara Hugo Motta e do governador Tarcísio de Freitas. Sua atuação foi comparada a de um policial despreparado que organiza operações apressadas em favelas.

Após invadir a proposta do governo, Derrite agiu de forma desordenada, atacando principalmente a Polícia Federal e o bom senso, que deveriam ser protegidos. Cercado por críticas, foi obrigado a recuar e passou a ser alvo também de aliados. Bolsonaristas, o centrão e governadores de direita se uniram ao Planalto para postergar a votação no plenário.

No meio da controvérsia, Tarcísio de Freitas evita se manifestar. Hugo Motta adiou a votação para a semana seguinte. Derrite tem se dedicado a apresentar diversas versões de relatórios sobre o tema, mas não resolveu os problemas centrais. Pelo contrário, está gerando mais confusão. Caminha para apresentar o quinto relatório e precisa explicar, por exemplo, o motivo de querer enfraquecer a Polícia Federal e dificultar o confisco de bens de criminosos.

Créditos: UOL

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