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12:08

Desembargadora revoga prisão preventiva de controlador do Banco Master

Por Cleber Lourenço

A desembargadora Solange Salgado da Silva, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), revogou a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, que havia sido detido pela Polícia Federal ao tentar deixar o país. Inicialmente, ela havia mantido a prisão, mas reconsiderou a decisão e aplicou medidas cautelares.

A atuação da magistrada já foi investigada em grande escala durante seu período na Associação dos Juízes Federais da 1ª Região (Ajufer). Em 2010, uma auditoria interna, determinada pela então corregedora nacional Eliana Calmon, revelou 45 empréstimos simulados contratados junto à Fundação Habitacional do Exército (FHE/Poupex), com valor total próximo a R$ 6 milhões.

Os contratos foram assinados por ex-presidentes da Ajufer, incluindo Moacir Ferreira Ramos, Solange Salgado, Charles Renaud e Hamilton Dantas. O relatório da FHE apontou prejuízos superiores a R$ 20 milhões decorrentes dessas operações. A auditoria identificou ainda uso não autorizado de dados cadastrais de magistrados, movimentações financeiras por contas de terceiros, depósitos referentes a empresas e repasses suspeitos.

Em abril de 2011, quarenta juízes federais pediram a abertura de investigação disciplinar no TRF-1, alegando uso “irresponsável, temerário e fraudulento” de seus nomes. O corregedor da época, desembargador Cândido Ribeiro, instaurou processo administrativo que constatou assinaturas em contratos fraudulentos por ex-presidentes da entidade, entre eles Solange Salgado.

Como resultado do processo disciplinar, Solange teve aplicada a pena de disponibilidade. No entanto, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) anulou essa punição devido à ausência de quórum qualificado, encerrando o procedimento sem modificar as conclusões das auditorias.

No caso do Banco Master, Solange Salgado inicialmente manteve a prisão preventiva dos investigados citando riscos ao andamento da investigação, mas depois reviu sua decisão e substituiu a prisão por medidas cautelares.

As acusações registradas nas auditorias internas da Ajufer e nos relatórios da FHE — como empréstimos simulados, contratos fraudulentos e uso indevido de dados de magistrados — permanecem parte do histórico funcional da desembargadora.

Entre as medidas cautelares determinadas estão o uso de tornozeleira eletrônica, restrição de deslocamento e proibição de contato com outros investigados.

Créditos: ICL Notícias

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