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15:04

Designer perde visão após beber caipirinhas suspeitas em bar de SP

Uma designer de interiores de 36 anos perdeu a visão depois de consumir caipirinhas em um bar em São Paulo, levantando suspeitas de intoxicação por metanol. Esse caso faz parte de nove ocorrências recentes no estado, algumas delas resultando em mortes.

A vítima, Rhadarani Domingos, relatou que tomou três caipirinhas de frutas vermelhas com maracujá e vodka durante uma festa de aniversário no dia 19. Ela afirmou que as bebidas não tinham sabor que indicasse adulteração. Poucas horas após o consumo, ela passou mal e foi internada em estado grave.

Rhadarani foi levada para a UTI, onde teve convulsões e precisou ser intubada no dia 21. Sua irmã, Lalita Domingos, comentou que ninguém imaginava uma intoxicação por metanol, dizendo que foi um choque para a família, especialmente por se tratar de um local considerado seguro.

A designer continua internada e disse que está com a visão totalmente comprometida desde a intoxicação. A família busca tratamentos que possam aliviar ou reverter a perda.

Ainda não há confirmação oficial de que as bebidas contenham metanol. As autoridades não divulgaram o nome do bar nem sua localização exata.

Nos últimos 25 dias, São Paulo registrou nove casos de intoxicação por metanol em bebidas adulteradas. Segundo a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), esse número é incomum e aponta para uma possível origem comum do produto.

A Secretaria de Saúde do Estado confirmou à CNN duas mortes ocorridas após o consumo dessas bebidas adulteradas.

O Ministério da Justiça declarou que a ingestão ocorreu em contextos sociais envolvendo diferentes tipos de bebidas, como gin, whisky e vodka.

O metanol é um produto químico usado industrialmente e que tem um cheiro similar ao álcool de bebidas, porém é tóxico e barato, o que leva seu uso em bebidas adulteradas. Sua adulteração é difícil de detectar no gosto e efeito imediato, mas os danos surgem horas depois, quando o organismo tenta eliminá-lo.

Créditos: O Globo

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