Dinamarca e Groenlândia pedem reunião com Rubio sobre declarações de Trump
Os governos da Dinamarca e da Groenlândia solicitaram nesta terça-feira (6) um encontro com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. O objetivo é discutir as recentes declarações do presidente norte-americano Donald Trump e de membros do seu governo acerca do interesse em adquirir a Groenlândia, território autônomo ligado à Dinamarca, por questões de segurança nacional.
A conselheira da Groenlândia para Assuntos Exteriores, Vivian Motzfeldt, revelou o pedido em sua página no Facebook, mencionando que uma reunião “em breve” será realizada, com a participação também do ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Løkke Rasmussen.
Motzfeldt comentou que Rubio não conseguiu se reunir anteriormente com o governo da Groenlândia, apesar de pedidos reiterados por parte dos governos groenlandês e dinamarquês para encontros em nível ministerial.
Trump tem declarado diversas vezes no último ano que os Estados Unidos “precisam” da Groenlândia e sugeriu explorar maneiras para que o território passe para o controle americano. Ele renovou essas afirmações repetidamente nos últimos dias, especialmente após a intervenção militar dos EUA na Venezuela.
Líderes da Espanha, França, Alemanha, Itália, Reino Unido, Polônia e da Dinamarca divulgaram uma declaração conjunta destacando que a Groenlândia “pertence ao seu povo” e que apenas a Dinamarca e a Groenlândia devem decidir sobre questões relacionadas a ambos.
Além disso, os ministros das Relações Exteriores dos cinco países nórdicos emitiram um comunicado defendendo a soberania da Groenlândia e a inviolabilidade de suas fronteiras.
O presidente regional da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, agradeceu o apoio dos parceiros europeus em mensagem no Facebook, e solicitou aos Estados Unidos “um diálogo respeitoso pelos canais diplomáticos e políticos apropriados, utilizando os fóruns existentes previstos em acordos vigentes”.
A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, declarou ontem levar a sério as intenções de Trump, mas expressou confiança na democracia e na ordem internacional baseada em normas.
Ela alertou que caso um país da OTAN ataque outro membro da aliança, isso resultaria no fim da organização e da segurança que ela tem garantido desde o término da Segunda Guerra Mundial.
Créditos: Jovem Pan