Política
06:06

Dúvida de Lula sobre convite de Trump para conselho de paz em Gaza

Lula enfrenta uma séria dúvida sobre aceitar o convite feito por Donald Trump para integrar o Conselho de Paz para a Faixa de Gaza, sem compreender totalmente as intenções por trás tanto do convite quanto da criação do conselho. No contexto das ações de Trump, as piores possibilidades são as mais prováveis, suscitando a suspeita de uma possível armadilha.

Trump, após ameaçar assumir presidências em países como Venezuela, Groenlândia e até Canadá, estabelece-se como presidente do conselho de paz em Gaza, ignorando a ONU, selecionando os membros e definindo regras, como um mandato de três anos e uma taxa de US$ 1 bilhão por país para uma cadeira vitalícia.

Nesse cenário, o interesse de Trump não é petrolífero nem estratégico, mas sim agir como o grande pacificador mundial, ou talvez transformar Gaza em um resort de luxo onde magnatas possam se divertir sobre o sofrimento da população local.

É improvável que Trump tenha incluído Lula pelo bom relacionamento entre eles, pela posição do ex-presidente brasileiro sobre os ataques em Gaza considerados genocídio, ou para dar aparência de pluralidade ao conselho. O convite pode estar relacionado a negociações que envolvam o uso de recursos minerais críticos do Brasil em troca da tecnologia americana, uma espécie de “ouro do futuro”.

A França já rejeitou esse convite, porém uma recusa do Brasil seria diplomática e socialmente delicada, já que, superficialmente, o conselho visa consensos para a paz e reconstrução de Gaza. Recusar sem causar mal-estar com os EUA é um desafio.

Aceitar o convite traz riscos: Lula pode se encontrar numa posição complexa, podendo tanto apoiar Trump quanto criar conflitos que impeçam consensos contrários à Palestina, impactando tanto a política externa quanto a interna brasileira, especialmente em um ano eleitoral. Uma desistência posterior a uma aceitação inicial seria ainda mais problemática.

O Planalto e o Itamaraty estão tentando entender as verdadeiras intenções de Trump e consideram uma saída discreta para agradecer e justificar a recusa, alegando agendas internas como reeleição, Congresso, questões fiscais, segurança, política regional, e outros desafios nacionais.

Porém, Lula terá que lidar com as consequências da ausência, caso os resultados sejam positivos, ou com o início da construção do controverso resort idealizado por Trump em Gaza.

Créditos: Estadão

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