Eduardo Bolsonaro rejeita redução de penas e rebate aliados sobre anistia
O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que atualmente está nos Estados Unidos, respondeu nesta sexta-feira (19) às declarações do relator do projeto de anistia, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), e do presidente do PL, Valdemar Costa Neto.
Conforme noticiado pela Folha, Paulinho, próximo do ministro Alexandre de Morais, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou que o projeto não estabelecerá anistia, mas tratará somente da redução de penas para condenados por atos golpistas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em resposta, Eduardo Bolsonaro publicou no X que não aceitaria abrir mão da sua vida no Brasil em troca de qualquer acordo que considere indecoroso e infame. Ele também alertou Paulinho para não ser visto como colaborador do regime de exceção, ressaltando que a anistia ampla, geral e irrestrita não está em negociação.
Eduardo, que desde março comanda uma campanha nos EUA para que o presidente Donald Trump imponha punições a autoridades brasileiras, e teria articulado tarifas contra produtos brasileiros para proteger seu pai da prisão, reforçou que não aceitará mera dosimetria das penas em processos que ele considera nulos e ilegais, originados de inquéritos abusivos e inconstitucionais.
Em entrevista, Paulinho declarou que seu texto não afrontará o STF, afirmando ser um defensor do tribunal. Contudo, Eduardo, em vídeo nas redes sociais, afirmou que a redução de penas proposta não trará pacificação, e defendeu a votação contra qualquer redução e somente a favor da anistia.
A oposição na Câmara segue tratando a votação do PL da anistia logo após o fim do julgamento de Bolsonaro e de outros sete réus do núcleo central.
Além disso, Eduardo rebateu Valdemar, que em entrevista afirmou que ele, Eduardo, poderia matar o pai se lançasse candidatura presidencial à revelia de Bolsonaro. Eduardo qualificou essa declaração como uma canalhice, exigiu desculpas públicas e classificou a fala como um grave erro.
Esses acontecimentos ocorrem em meio a movimentações políticas intensas no PL e discussões sobre o futuro de medidas judiciais relativas aos envolvidos nos eventos recentes no país.
Créditos: Folha de S.Paulo