Política
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Eduardo Bolsonaro será obrigado a retornar ao cargo na Polícia Federal após cassação de mandato

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, deverá retornar ao cargo de escrivão na Polícia Federal (PF). Com a perda do mandato parlamentar, ele não pode mais se afastar das funções na corporação.

A determinação consta em um ato declaratório publicado no Diário Oficial da União na sexta-feira, 2, assinado por Licínio Nunes de Moraes Netto, diretor de Gestão de Pessoas da PF.

O documento exige o retorno imediato ao cargo efetivo, considerando o término do afastamento para exercício do mandato eletivo. Também alerta que ausência injustificada pode levar a medidas administrativas e disciplinares.

Segundo a disciplina da PF, faltar ao trabalho sem justificativa por 30 dias consecutivos ou 60 dias intercalados em 12 meses pode resultar na demissão do servidor.

Em 18 de dezembro, Eduardo Bolsonaro teve seu mandato cassado por excesso de faltas, totalizando 59 ausências, ultrapassando o limite constitucional de 33% de faltas para deputados e senadores.

Eduardo trabalhou como escrivão da PF de 2010 a 2014 nos departamentos de Guajará-Mirim (RO), Guarulhos (SP), São Paulo e Angra dos Reis (RJ), antes de assumir como deputado federal, conforme sua biografia na Câmara dos Deputados.

Ele reside nos Estados Unidos desde o começo deste ano. Eduardo Bolsonaro virou réu por coação em um inquérito que investiga sua atuação junto ao governo norte-americano para promover tarifas contra exportações brasileiras e suspensões de vistos de ministros do governo federal e do STF.

Créditos: CartaCapital

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