Internacional
21:08

Eleição presidencial em Portugal vai a segundo turno entre socialista e extrema direita

A eleição presidencial em Portugal avançou para o segundo turno pela primeira vez desde 1986, após nenhum candidato alcançar a maioria absoluta nas votações deste domingo. A próxima fase do pleito está marcada para 8 de fevereiro, com disputa entre o socialista António José Seguro e o ultradireitista André Ventura.

Com 99,64% das urnas apuradas, Seguro lidera com 31,14% dos votos. O ex-ministro e membro do Partido Socialista é o mais votado até o momento.

Na sequência está André Ventura, líder do partido de extrema direita Chega, que obteve 23,48% dos votos nesta primeira rodada.

A eleição contou com um recorde de 11 candidatos. José Cotrim Figueiredo, da Iniciativa Liberal, recebeu 15,99% dos votos; Henrique Gouveia e Melo, sem filiação partidária, teve 12,34%; e Luís Marques Mendes, do Partido Social Democrata, ficou com 11,32%. Os demais concorrentes alcançaram menos de 2% dos votos.

O mandato presidencial em Portugal não exerce poderes executivos, mas o presidente pode atuar como árbitro em situações de crise, incluindo o direito de dissolver o Parlamento e convocar eleições legislativas. O eleito sucederá o atual presidente conservador Marcelo Rebelo de Sousa, que venceu as eleições anteriores no primeiro turno.

Nas últimas quatro décadas, os partidos Social Democrata e Socialista alternaram-se no poder. Entretanto, o partido populista Chega, com ideologia antissistema e anti-imigração, cresceu consideravelmente e tornou-se a segunda força política no país.

André Ventura também participou da eleição presidencial de 2021, em que ficou em terceiro lugar com 11,9% dos votos. Desde então, seu partido continuou crescendo, atingindo 22,8% dos votos e elegendo 60 deputados nas legislativas de maio, superando o Partido Socialista como principal oposição ao governo conservador de Luís Montenegro.

António José Seguro, por sua vez, adotou postura moderada na campanha, posicionando-se como um candidato integrador, defensor da democracia e dos serviços públicos. No encerramento das atividades de campanha, ele conclamou: “Chamo todos os democratas, todos os progressistas e todos os humanistas a concentrarem seus votos na nossa candidatura.”

Informações complementares foram fornecidas pela RFI e pela Reuters.

Créditos: UOL

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