Embaixada dos EUA critica condenação de Bolsonaro e acusa uso político da lei
A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil manifestou-se criticamente, em 12 de maio, contra a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros envolvidos em um esquema golpista, decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
O perfil oficial da embaixada na rede social X compartilhou publicações do vice-secretário de Estado, Christopher Landau, que condenou a sentença do Judiciário brasileiro e direcionou críticas diretas ao ministro do STF Alexandre de Moraes.
Landau afirmou que os Estados Unidos “condena o uso da lei como arma política”. Ele expressou dolorosa preocupação ao ver o ministro Moraes supostamente desmantelando o Estado de Direito no Brasil e prejudicando as relações históricas entre os dois países, ressaltando que enquanto Moraes estiver à frente dessa relação, não enxerga solução para a crise atual.
Em outra publicação, Landau classificou a decisão do STF como mais um episódio de perseguição e censura conduzido pelo ministro Moraes, quem ele acusa de violar direitos humanos e de visar Bolsonaro e seus apoiadores. Essa situação foi considerada pelos Estados Unidos com máxima seriedade.
Essa posição coincide com a do secretário de Estado americano Marco Rubio, que após a condenação, prometeu uma resposta adequada àquilo que chamou de “caça às bruxas”. Em reação, o governo brasileiro, por meio do Itamaraty, declarou que a democracia do país não se intimidará com agressões ou tentativas de interferência, independentemente da origem.
Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF a 27 anos e 3 meses de prisão. Outros sete réus no mesmo processo receberam sentenças que chegam a 26 anos de prisão, além de multas e perda de mandato e funções.
Créditos: CartaCapital