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Empresário Sérgio Nahas é preso na Bahia 23 anos após assassinar esposa em SP

O empresário Sérgio Nahas, de 61 anos, condenado pela morte da esposa em São Paulo em 2002, foi preso na Bahia.

Ele foi identificado como foragido desde 2025 por câmeras de reconhecimento facial na cidade de Praia do Forte, no último sábado. A Polícia Civil da Bahia confirmou a prisão, que ocorreu no sábado.

Após audiência de custódia, Nahas foi encaminhado ao sistema prisional do estado baiano. A polícia não detalhou se ele será transferido para São Paulo, onde ocorreu o crime pelo qual foi condenado.

Em 2018, o Tribunal de Justiça de São Paulo condenou Nahas à prisão. Em 2025, o Supremo Tribunal Federal (STF) ratificou a sentença, confirmando a condenação e considerando-o foragido desde então.

A pena definida pelo STF, em maio de 2025, é de oito anos e dois meses de prisão. Anteriormente, em 2018, a pena era de sete anos em regime semiaberto, e em 2021 foi aumentada para oito anos e dois meses em regime fechado. A defesa recorreu e o caso chegou ao Supremo, que seguiu o voto do relator, ministro Dias Toffoli.

Sérgio Nahas foi declarado culpado em todas as instâncias pela morte da esposa Fernanda Orfali, que tinha 28 anos quando foi assassinada a tiros no apartamento do casal em Higienópolis, região nobre de São Paulo. A defesa alegava que a vítima teria atentado contra a própria vida.

Segundo a acusação, Nahas, então com 38 anos, matou Fernanda após cerca de seis meses de casamento. O crime ocorreu quando a esposa descobriu casos extraconjugais dele e o uso de drogas por parte do empresário. A bala atingiu o coração da estilista após ricochetear na coluna vertebral.

Cerca de 30 minutos antes do ocorrido, Fernanda ligou para o irmão, Júlio, pedindo para ser buscada. Ao perceber a gravidade da ligação, ele foi socorrê-la, mas chegou ao local quando a irmã já estava morta.

Nahas afirmou que Fernanda se trancou no closet dizendo que iria se suicidar e que, quando ele arrombou a porta para tentar salvá-la, já era tarde. No entanto, a perícia encontrou vestígios de pólvora na camisa de Nahas, que estava escondida embaixo da cama do casal. A defesa afirmou que os resíduos passaram para a roupa quando ele abraçou a esposa, mas essa alegação foi considerada improvável pela investigação.

Após o crime, Nahas foi preso em flagrante por porte ilegal de armas, mas foi liberado em seguida.

O caso se mantém em evidência pelo tempo decorrido entre o crime e a prisão do empresário, demonstrando o esforço das autoridades para capturá-lo após mais de duas décadas como foragido.

Créditos: UOL

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