Política
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Equipe médica avalia novo procedimento para conter soluços de Bolsonaro

A equipe médica que monitora o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está considerando um novo procedimento para controlar a crise de soluços que ele apresenta.

No sábado (27), Bolsonaro passou por um bloqueio anestésico no nervo frênico do lado direito, que fica na região da coluna cervical e se estende até o diafragma.

A expectativa é que ele permaneça em observação para que o mesmo procedimento seja realizado do lado esquerdo na segunda-feira (29).

As informações foram divulgadas em coletiva por Brasil Caiado Ramos, Cláudio Birolini e Mateus Saldanha, médicos responsáveis pelo atendimento no hospital DF Star, em Brasília, onde Bolsonaro está internado desde quarta-feira (24).

Segundo a equipe, o ex-presidente já está no quarto, consciente e se alimentando.

Mais cedo, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro comentou nas redes sociais que o tratamento havia sido finalizado, expressando orações pelo sucesso do procedimento e agradecendo à equipe médica.

Não há previsão para a alta hospitalar, mas a expectativa é que ocorra em até sete dias, dependendo da evolução clínica e da capacidade do paciente de realizar cuidados básicos, como higiene pessoal.

Sobre a possibilidade de Bolsonaro ser transferido para a Superintendência da Polícia Federal após a internação, os médicos informaram que ainda é cedo para avaliar, e a decisão dependerá da recuperação.

No dia 25, durante o Natal, ele passou por cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral, realizada dentro do esperado e sem complicações. O procedimento teve início às 9h30 e durou cerca de quatro horas.

Essa cirurgia foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, na segunda-feira (23).

Os médicos relataram que o pós-operatório está tranquilo, utilizando o procedimento convencional com correção das hérnias e reforço com tela de polipropileno.

Em abril, Bolsonaro havia passado por uma cirurgia mais complexa para liberar aderências intestinais e reconstruir o abdome, que durou cerca de 12 horas, sendo a mais longa desde a facada sofrida em 2018.

Bolsonaro foi transferido da Superintendência da Polícia Federal de Brasília para o hospital DF Star na manhã de quarta-feira, às 9h30. A escolta foi realizada por agentes da PF conforme determinação do ministro Alexandre de Moraes, que solicitou discrição na transferência.

Esta é a primeira saída de Bolsonaro da Superintendência desde sua prisão em 22 de novembro.

No hospital, ele está internado em uma ala isolada, sob vigilância 24 horas da Polícia Federal, com pelo menos dois agentes federais na porta do quarto e reforço nas equipes internas e externas.

Por determinação do ministro Moraes, a entrada de celulares, computadores e quaisquer dispositivos eletrônicos no quarto está proibida, exceto equipamentos médicos, para garantir a segurança e impedir comunicações não autorizadas.

Créditos: CNN Brasil

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