Política
10:41

Equipes de Lula e Trump iniciam conversas sobre possível encontro

A equipe diplomática brasileira planeja iniciar nesta quinta-feira (25) as discussões com o governo dos Estados Unidos acerca de uma possível reunião ou conversa telefônica entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump.

Essa movimentação ocorre após Trump elogiar publicamente Lula, afirmando ter tido “uma química excelente” com ele e o descrevendo como “um cara muito agradável”. Tal comentário foi feito durante o discurso de Trump na Assembleia Geral da ONU, na terça-feira (23).

Apesar do otimismo gerado, não houve contatos oficiais entre as equipes na quarta-feira (24), visto que ambos os presidentes priorizaram o retorno às suas capitais, Brasília e Washington D.C. Diplomatas do Itamaraty esperam que os preparativos avancem a partir desta quinta-feira, quando as agendas deverão se estabilizar.

O Itamaraty adotou uma postura de extrema cautela antes de avançar nas tratativas para um possível distensionamento entre Lula e Trump. O próprio presidente brasileiro comentou na quarta-feira que “aquilo que parecia impossível deixou de ser impossível e aconteceu” em relação ao encontro durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, destacando que “pintou uma química mesmo” com o presidente dos EUA.

Embora Lula não tenha descartado um encontro presencial, a conversa deverá ocorrer provavelmente por ligação telefônica.

As equipes diplomáticas já se preparam para discutir possíveis formatos para o contato, que pode ser uma videoconferência, uma ligação ou um encontro presencial em data futura.

Temas possíveis para a conversa incluem cooperação em economia, comércio e meio ambiente. O governo brasileiro mantém diálogo com o setor privado e discute assuntos que podem entrar no debate futuro, como biocombustíveis, questões relacionadas às big techs, carnes, minerais críticos e terras-raras.

Ainda que a declaração de Trump tenha caráter informal, é vista como um sinal de aproximação em um momento de desafios globais e bilaterais.

Diplomatas avaliam que o tom cordial indica possibilidade de reavaliação e fortalecimento das relações entre Brasil e Estados Unidos, independentemente das diferenças ideológicas entre os líderes.

Créditos: G1

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