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08:25

Especialistas alertam para risco de escalada nuclear após ataque no Irã

Especialistas alertam para risco de escalada nuclear após ataque no Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou três vezes em seu discurso no sábado, 28, que “O Irã nunca terá uma arma nuclear”.

O programa nuclear iraniano remonta a 1957, iniciado com apoio dos EUA durante o regime do xá Mohammad Reza Pahlavi, bem antes da revolução islâmica de 1979. Oficialmente, seu propósito sempre foi a produção de energia nuclear, postura que o governo atual continua a defender, alegando fins pacíficos.

Entretanto, os EUA e Israel duvidam dessa justificativa. Em junho do ano anterior, uma operação chamada “Martelo da Meia-noite” destruiu bases com plantas de enriquecimento de urânio, material essencial para a fabricação de armamento nuclear. Contudo, especialistas indicam que o Irã possivelmente escondeu ou transportou discretamente 408 quilos de urânio, contrariando ações esperadas.

Paralelamente ao conflito, negociações sobre o programa nuclear ocorreram desde abril do ano passado entre Irã e Estados Unidos. Apesar disso, após várias rodadas, nenhuma concordância foi alcançada, uma vez que os EUA exigiram o fim total do programa, condição rejeitada pelo regime iraniano.

Hoje, nove países possuem armas nucleares, entre eles EUA e Israel, responsáveis pelo ataque no Irã. Ao passo que a China demonstrou não querer se envolver no conflito, não havendo alianças europeias ao regime dos aiatolás, assim como Índia, Paquistão e Coreia do Norte.

O Irã, contudo, mantém outro tipo de apoio, embora esses aliados não disponham de armas nucleares.

O físico Marco Antônio Marzo descreve o cenário mundial como “sombrio” em relação ao risco nuclear. Ele destaca que diversos países, como Coreia do Sul, Alemanha, Polônia e Japão, consideram a possibilidade de desenvolver armas nucleares, motivados por interesses de proteção ou influência geopolítica.

Além disso, especialistas alertam que uma guerra nuclear poderia ser muito breve, desencadeando retaliações imediatas e uma escalada rápida, potencialmente culminando em aniquilação mútua ou em níveis de radiação que ameaçariam a vida no planeta.

Esses fatores evidenciam um enfraquecimento dos mecanismos que tradicionalmente limitavam a proliferação de armas atômicas, levantando sérias preocupações globais sobre o futuro da segurança internacional.

Créditos: G1 Fantástico

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