Internacional
09:05

EUA elevam tensão sobre Groenlândia e Venezuela em movimentos geopolíticos

A Groenlândia voltou a ser foco de atenção geopolítica. Com a reafirmação de que a ilha é prioridade de segurança nacional e a possibilidade de uso da força, Donald Trump aumentou a pressão sobre a Dinamarca, que detém a soberania da Groenlândia. A situação levou aliados da Otan a encarar o tema como uma crise real, ultrapassando o âmbito diplomático.

O governo dos Estados Unidos enfatiza a Groenlândia como um ativo estratégico essencial, destacando a importância para a segurança continental, a existência de minerais críticos, bases militares e novas rotas marítimas abertas pelo degelo.

A reação europeia foi imediata. A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, declarou que qualquer ação contra a ilha representaria o fim do pacto atlântico, do qual seu país é membro fundador. Reino Unido, França e Alemanha emitiram um comunicado conjunto afirmando que a Groenlândia pertence ao povo local.

Um dos principais assessores de Trump, Stephen Miller, questionou oficialmente a soberania dinamarquesa sobre a ilha, trazendo o conflito para o campo político.

A escalada no Ártico está relacionada a um precedente recente: a operação militar dos EUA em Caracas, em 3 de janeiro, que resultou na captura de Nicolás Maduro. A ação, chamada Resolução Absoluta, mobilizou mais de 150 aeronaves e forças especiais como a Delta Force, causando entre 67 e 80 mortes.

Entre as fatalidades, 32 eram militares cubanos, incluindo dois coronéis da segurança pessoal de Maduro, evidenciando a aliança estratégica entre Caracas e Havana.

Após a queda de Maduro, Delcy Rodríguez assumiu o governo interinamente com a aceitação explícita dos EUA. Sua nomeação foi funcional, visando a manutenção do funcionamento estatal sem a presença direta de tropas americanas.

Diosdado Cabello, comandante dos colectivos e forças armadas do regime, figura no topo da lista de alvos americanos. Mensagens enviadas a ele indicam que a cooperação é uma exigência sob ameaça de prisão nos EUA.

O governo Trump anunciou que o governo venezuelano interino entregará entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo aos Estados Unidos para comercialização, com o controle financeiro sob a Casa Branca.

Especialistas destacam que a reconstrução da infraestrutura petrolífera venezuelana demandará décadas e investimentos bilionários. Entretanto, Trump exige resultados em 18 meses, o que pode agravar o risco de colapso econômico e instabilidade social.

Entre 2013 e 2016, conforme a agência Reuters, a Venezuela enviou 113 toneladas de ouro à Suíça em operações avaliada em US$ 5,2 bilhões para sustentar sua economia antes do aumento das sanções internacionais.

Em Nova York, diante da Justiça americana, Maduro declarou-se “prisioneiro de guerra” e vítima de sequestro, estratégia apoiada por sua equipe de defesa, que considera sua causa como o enfrentamento a Trump.

Em Caracas, a repressão digital foi intensificada por um decreto de emergência de 90 dias, que criminaliza o apoio à incursão americana. Colectivos verificam mensagens em redes sociais e pelo menos 14 jornalistas foram detidos desde a intervenção dos EUA.

Na Colômbia, o presidente Gustavo Petro respondeu às ameaças americanas com mobilizações populares e discurso em defesa da soberania, rebatendo críticas feitas por Trump.

Na China, a operação militar dos Estados Unidos em Caracas gerou mais de 650 milhões de visualizações e debates sobre a legitimidade de intervenções diretas em líderes estrangeiros, com possíveis impactos em disputas como a de Taiwan.

Créditos: UOL Notícias

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