Política
18:36

EUA restringem vistos para comitiva da ONU; Brasil pode recorrer a arbitragem

A pouco menos de uma semana para o início do Debate Geral da Assembleia Geral das Nações Unidas, o governo brasileiro ainda não possui todos os vistos necessários para a comitiva que acompanhará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Nova York.

O Ministério das Relações Exteriores confirmou nesta segunda-feira (15) que ainda existem pendências na emissão dos vistos, mas não detalhou quantos ainda não foram concedidos.

Conforme o Itamaraty, caso sejam impostas restrições contra o Brasil, como anunciado pelo ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, o país poderá iniciar um procedimento arbitral dentro da própria ONU para contestar a medida. Diplomatas destacam que esse tipo de obstáculo infringe o acordo de sede das Nações Unidas.

Na semana anterior, o governo brasileiro já havia manifestado protesto durante reunião de um comitê da ONU em relação às barreiras impostas por Washington, especialmente depois do anúncio de Trump de que não credenciaria a delegação oficial da Palestina para o evento.

Pelo menos dois ministros brasileiros foram diretamente afetados pela política norte-americana: Alexandre Padilha (Saúde) e Ricardo Lewandowski (Justiça), que tiveram vistos pessoais ou de familiares cancelados recentemente.

Diplomatas interpretam as restrições nos vistos para a ONU como uma forma de retaliação contra o governo Lula, e a situação permanece sem resolução atualmente.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está confirmado para abrir a Assembleia Geral das Nações Unidas em 23 de setembro, mantendo a tradição brasileira de realizar o discurso inaugural.

No dia 22, antes do encontro principal, Lula participará da abertura da Semana do Clima, um evento dedicado a discutir propostas para enfrentar a crise climática e acelerar a transição energética.

Ainda na mesma data, o presidente se reunirá com lideranças internacionais em um encontro promovido pela França e pela Arábia Saudita para tratar da questão palestina.

O presidente francês Emmanuel Macron anunciou que a França reconhecerá oficialmente o Estado da Palestina em setembro. Na sexta-feira (12), a ONU aprovou a Declaração de Nova York, que incentiva a solução de dois Estados como caminho diplomático para o conflito na Faixa de Gaza.

Créditos: ND Mais

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