EUA revisarão green cards de cidadãos de países considerados preocupantes
Os Estados Unidos vão revisar todas as permissões de residência permanente, conhecidas como “green cards”, concedidas a cidadãos de mais de uma dúzia de países. A medida foi anunciada após um ataque a tiros contra dois membros da Guarda Nacional em Washington.
O diretor dos Serviços de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS), Joseph Edlow, informou na rede social X que, por instrução do presidente Donald Trump, foi ordenada uma revisão completa e rigorosa de cada green card concedido a estrangeiros provenientes de países considerados preocupantes.
Ao ser questionado sobre quais países estavam incluídos, um porta-voz do USCIS citou um decreto de junho de Trump que classificou 19 nações nessa categoria.
O decreto proibiu a entrada na maioria dos casos para nacionais de 12 países: Afeganistão, Mianmar, Chade, República do Congo, Guiné Equatorial, Eritreia, Haiti, Irã, Líbia, Somália, Sudão e Iêmen.
Além disso, Trump aplicou uma proibição parcial para viajantes provenientes de outros sete países: Burundi, Cuba, Laos, Serra Leoa, Togo, Turcomenistão e Venezuela.
O presidente Trump comunicou na noite desta quarta-feira que a guarda Sarah Beckstrom morreu após ser baleada no ataque. Ele afirmou que a militar, natural da Virgínia Ocidental, era uma “pessoa jovem, magnífica e muito respeitada”.
Sarah, de 20 anos, iniciou seu serviço militar em 26 de junho de 2023 e estava em Washington como parte do plano do governo de enviar guardas para diversas cidades americanas, alegando falta de segurança nesses locais.
O acusado do ataque teria ligações com a CIA e obteve o direito de viver nos Estados Unidos em reconhecimento a serviços prestados ao país. Casos como esse, em que os americanos acabam armando seus futuros inimigos, têm altas probabilidades de ocorrer.
Ainda são esperadas muitas mudanças globais causadas por fanatismo e fome.
Créditos: UOL