EUA suspendem emissão de vistos de imigrante para brasileiros a partir de 21 de janeiro
O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou nas redes sociais a suspensão de vistos para dezenas de países, incluindo Brasil, Somália, Haiti, Irã e Eritreia. A medida busca evitar que imigrantes que se tornem um peso público para o país possam continuar chegando.
Essa decisão congela os processos de green card realizados por consulados, impactando brasileiros que aguardam entrevistas para residência permanente fora dos Estados Unidos.
O Itamaraty declarou que não comentará a notícia no momento e que ainda não recebeu comunicado oficial do governo americano sobre a suspensão.
A advogada de imigração Flávia Santos Lloyd explicou que a administração Trump tem realizado mudanças rápidas e comunicados confusos, frequentemente por meio das redes sociais, sem os processos legais habituais.
Inicialmente, acreditava-se que todos os vistos seriam suspensos, mas o foco mudou para os vistos de imigrante. Isso implica que os processos de green card que dependem de entrevistas nos consulados terão uma pausa a partir de 21 de janeiro.
Ainda não há definição sobre a duração dessa suspensão. O governo americano menciona o critério de “public charge”, que se relaciona ao uso de serviços públicos, mas não apresenta critérios claros de como a avaliação será feita.
Dúvidas permanecem sobre quais fatores serão considerados, como condições de saúde, idade ou renda, e como serão aplicados na entrevista.
Embora a suspensão seja uma medida do Departamento de Estado, responsável pelos vistos emitidos fora dos EUA, podem haver reflexos nos processos internos de imigração no país, o que ainda não foi confirmado.
O principal dado conhecido é que 75 países terão os processos congelados a partir do dia 21 de janeiro, sem clareza sobre eventuais exceções ou critérios detalhados.
O cenário é descrito como instável e confuso, e a mudança de foco dos vistos de trabalho para os de imigrante ampliou as incertezas.
A advogada aconselha brasileiros que já estão nos Estados Unidos a evitar deslocamentos internacionais e visitas a consulados, recomendando que permaneçam dentro do país até que a situação esteja mais estável.
Créditos: Terra