EUA suspendem por um ano regra que limita acesso chinês a tecnologia americana
O governo dos Estados Unidos anunciou a suspensão por um ano da regra que ampliaria a inclusão de empresas chinesas na “lista de entidades” americana, dificultando seu acesso a tecnologias dos EUA.
Esta medida, resultado das negociações entre o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping, interrompe a regra que tornava automaticamente parte da lista qualquer empresa com participação igual ou superior a 50% em companhias já listadas.
A regra, que visava restringir o acesso de empresas chinesas a tecnologia americana, foi implementada após a China exigir licenças de exportação para produtos contendo terras raras, o que gerou uma controvérsia internacional.
A lista de entidades do governo americano impõe limitações na exportação, reexportação e transferência de bens no território dos EUA.
Um relatório da empresa WireScreen indicou que mais de 20 mil empresas chinesas seriam impactadas por essas restrições se a regra entrasse em vigor.
A suspensão anunciada pelo Ministério do Comércio da China integra o acordo alcançado durante a reunião dos presidentes em Busan, na Coreia do Sul, durante a cúpula da Apec (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico).
Segundo o documento oficial, “os EUA suspenderão, por um ano, a regra de penetração de 50% nos controles de exportação, anunciada em 29 de setembro”.
No encontro, além da suspensão da medida, a China concordou em suspender por um ano a exigência de licença para a exportação de terras raras.
Também foi anunciada a redução das tarifas americanas sobre produtos chineses em 10 pontos percentuais, de 57% para 47%, conforme informou o presidente Trump.
Adicionalmente, as tarifas relacionadas ao opioide fentanil foram reduzidas de 20% para 10%, com base no compromisso chinês de colaborar no combate ao comércio ilegal do produto.
A China aceitou ainda retomar as compras de soja dos EUA, com a previsão de adquirir 12 milhões de toneladas até o final do ano, aliviando a pressão sobre os agricultores americanos.
Créditos: Folha de S.Paulo