Notícias
03:32

Ex-delegado geral da Polícia Civil é assassinado a tiros no litoral paulista

Na noite de segunda-feira, 15 de setembro de 2025, Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado geral da Polícia Civil de São Paulo, foi morto a tiros na Praia Grande, litoral paulista. Considerado um dos maiores adversários do PCC, Fontes ocupava o cargo de secretário de Administração na Prefeitura local e liderou a Polícia Civil de 2019 a 2022, durante o governo João Doria (PSDB).

Um vídeo do ocorrido, recebido pela Polícia Militar e obtido pela Gazeta do Povo, mostra o carro em que Fontes estava sendo perseguido até colidir com um ônibus público na avenida da praia, bairro Vila Mirim. Três homens encapuzados saíram do veículo perseguido e dispararam com fuzis contra ele.

Especialistas em segurança pública o reconhecem como um dos melhores delegados da corporação, pioneiro nas investigações sobre o Primeiro Comando da Capital (PCC) em São Paulo. Seu destaque se deu principalmente pela atuação em 2006, quando enfrentou a grande onda de ataques do PCC às forças de segurança.

Com 40 anos de carreira, Ruy Fontes alcançou o posto máximo da Polícia Civil paulista e foi diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap). Ele também ministrou aulas na Academia da Polícia Civil do Estado de São Paulo e foi professor assistente na Universidade Anhanguera, nas áreas de Criminologia e Direito Processual Penal.

O atual secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, lamentou o assassinato nas redes sociais e informou que estão empenhados na identificação dos autores do crime. Segundo ele, foi determinada a integração de uma força-tarefa com prioridade estabelecida pelo governador Tarcísio para capturar os envolvidos. O procurador-geral de Justiça também ofereceu apoio do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas).

A Secretaria de Segurança Pública do Estado informou que a Polícia Militar atendeu a ocorrência e localizou o veículo usado pelos criminosos. A cena do crime foi preservada para perícia e o caso está sendo registrado pela Polícia Civil, que realiza diligências e utiliza inteligência para localizar e responsabilizar os autores.

Especialistas consultados notaram que, no vídeo, os assassinos agem de forma similar a policiais em operações. O coronel José Vicente, ex-secretário nacional de Segurança Pública, destacou semelhanças entre este crime e o assassinato do delator do PCC, Vinicius Gritzbach, morto em Guarulhos. Contudo, ressaltou que ainda é cedo para atribuir a autoria do caso ao PCC.

Créditos: Gazeta do Povo

Modo Noturno