Família acredita que jovem desaparecido no Pico Paraná está vivo e pede ajuda
Roberto Farias Tomaz, de 20 anos, está desaparecido desde o dia 31 de dezembro após uma trilha no Pico Paraná com uma amiga. A família acredita que ele ainda está vivo e solicita o apoio de voluntários para ampliar as buscas.
Uma das irmãs de Roberto, Rafaele Farias, declarou: “Ele está aí no morro e está com vida”. Essa mensagem foi divulgada em uma página do Instagram criada pelos parentes para divulgar o caso e pedir ajuda.
Os familiares pedem que montanhistas se desloquem ao Pico Paraná para ajudar nas buscas, considerando a grande extensão e o difícil acesso da região, além da baixa visibilidade. Eles também solicitam o uso de drones profissionais e helicópteros para auxiliar nas ações. “Quanto mais recursos de busca especializada, mais chance temos de encontrar o Roberto vivo. Ele não pode ficar lá no topo por mais tempo.”
Renata, outra irmã, agradeceu as doações de água e alimentos recebidas para bombeiros e voluntários, afirmando que os mantimentos disponíveis são suficientes para dois dias. Ela aproveitou para alertar que a família não está solicitando doações em dinheiro ou via Pix e alertou sobre possíveis golpes, enfatizando: “Não estamos pedindo Pix, não temos contas específicas. (…) A gente não precisa de Pix e dinheiro. Obrigada.”
O Corpo de Bombeiros do Paraná realiza buscas com o auxílio de helicópteros e drones equipados com infravermelho, enquanto equipes tentam acessar áreas de interesse por rapel. Montanhistas voluntários também participam da operação.
Mariana Marins, que divulgou o caso no Instagram, ressaltou que compartilhar a história pode acelerar o seu desfecho. Ela lembrou que sua irmã, a brasileira Juliana Marins, morreu presa a 650 metros de profundidade após cair durante uma trilha em 2025. Mariana apelou para que trilheiros jamais deixem ninguém para trás: “A vida de todo mundo que está nesta trilha importa, independente de demorar 30, 40, 300 minutos a mais para chegar até o seu destino.”
Segundo o Corpo de Bombeiros, Roberto passou mal durante a subida. Ele iniciou a trilha com a amiga por volta das 13h do dia 31 de dezembro e chegou ao cume às 4h do dia 1º de janeiro, quando chegaram a outros grupos. Por volta das 6h30, o jovem iniciou a descida com outros trilheiros, porém, em um ponto antes do acampamento, a amiga acelerou e seguiu com outro grupo, deixando Roberto para trás.
Um grupo que vinha atrás passou pelo local onde ele teria ficado, mas não o viu. Os bombeiros informaram que Roberto não tinha experiência em montanhismo.
A família afirmou que Roberto ficou para trás porque a amiga quis “seguir mais rápido”. Nas redes sociais, a amiga foi avisada por outro trilheiro que eles precisavam permanecer juntos devido ao mal-estar do jovem. Roberto declara nas redes ser técnico em segurança do trabalho e bombeiro civil.
O boletim de ocorrência foi registrado na Delegacia de Campina Grande do Sul. Investigações foram feitas com familiares e pessoas que estiveram na trilha. A mulher que acompanhava Roberto foi ouvida, mas a Polícia Civil do Paraná não divulgou detalhes. O caso é tratado como desaparecimento e não há indícios de crime.
O Instituto Água e Terra, responsável pelo Parque Estadual Pico Paraná, restringiu o acesso a visitantes nas áreas entre Campina Grande do Sul e Antonina, incluindo os morros Caratuva, Pico Paraná, Getúlio e Itapiroca.
Os montanhistas interessados em ajudar nas buscas devem se cadastrar na base do Corpo de Bombeiros montada na sede do parque. O jovem desaparecido não havia feito o cadastro obrigatório no parque.
Durante o Réveillon, o parque funcionou em horário especial, fechando às 12h do dia 31 de dezembro e reabrindo no dia 2 de janeiro.
Créditos: UOL